Venezuela tem colapso hospitalar após terremotos, alerta OMS
Uma preocupação é a possibilidade de aumento da circulação de doenças como sarampo, dengue, febre amarela e malária na Venezuela
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou, nesta terça-feira (30/6), que o sistema de saúde da Venezuela está em colapso após os dois terremotos da semana passada. Pelo menos três hospitais sofreram danos graves e seis ficaram parcialmente danificados dentre 21 que foram avaliados, segundo o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier.
“Os demais permanecem em funcionamento, mas com enorme sobrecarga”, disse a jornalistas em Genebra. Segundo o governo venezuelano, 38 hospitais em todo o país foram danificados.
“Entre as principais deficiências estão o colapso dos serviços de medicina legal e dos necrotérios, além da insuficiência dos sistemas de registro de vítimas e de acompanhamento de pessoas desaparecidas”, destacou Lindmeier.
Uma preocupação é a possibilidade de aumento da circulação de doenças como sarampo, dengue, febre amarela e malária. Há um grande número de profissionais de saúde, também, entre os milhares de desaparecidos.
Mais de 10 mil feridos na Venezuela
A última atualização do governo diz que são 1.943 mortos e 10.571 feridos. Uma iniciativa popular, contudo, indica que 40.740 pessoas ainda estão desaparecidas. À medida que o tempo passa, as chances de encontrar sobreviventes embaixo dos escombros vão diminuindo.
Nesta terça-feira (30/6), uma criança de três anos foi resgatada com vida. O menino ficou preso sob os escombros por seis dias até ser encontrada por resgatistas jordanianos.
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