VÍDEO: Atentados com bombas atingem a Colômbia e reacendem sombra das Farc a um mês das eleições presidenciais
Estrutura de ônibus que explodiu em um atentado de grupos armados colombianos em frente a uma base militar no oeste da Colômbia, em 24 de abril de 2025. Joaquín Sarmiento/ AFP A Colômbia foi alvo na sexta-feira (23) de uma série de ataques terroristas com granadas, um ônibus-bomba e fuzis que atingiram diferentes cidades na região oeste do país e reascenderam temores de uma nova onda de violência a um mês das eleições presenciais. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Os ataques atingiram pontos em Cali e Palmira, na região de Valle del Cauca, e uma base militar da área. As ofensivas deixaram duas pessoas feridas — embora a região seja populosa e houvesse muito movimento nas duas cidades, grupos armados miraram estruturas do Exército, segundo o governo local. No primeiro ataque, um ônibus explodiu a poucos metros da base militar que fica nos arredores de Palmira (veja foto acima). Cinco cilindros foram lançados a partir do ônibus estacionado em frente ao recinto e, em seguida, houve uma explosão que causou danos à estrutura da unidade militar, disse à agência de notícias AFP uma fonte do Exército no local. Vídeos de câmeras de segurança divulgados pela imprensa local mostram o momento da forte explosão em uma rua bastante movimentada (assista abaixo). Após o atentado, especialistas do Exército detonaram de forma controlada vários cilindros que não chegaram a explodir. Os militares atribuíram de maneira preliminar o ataque a dissidentes da extinta guerrilha das Farc, que romperam com o acordo de paz de 2016 e atualmente alimentam a violência em meio às negociações paralisadas com o governo do esquerdista Gustavo Petro. Este é o segundo atentado em menos de um ano contra uma base militar em Cali, a terceira cidade mais populosa da Colômbia. O ataque ocorre a pouco mais de um mês da eleição, na qual a segurança pública é um dos temas centrais e os principais candidatos denunciam ameaças. A cidade tem sido alvo frequente de grupos armados que disputam o controle do narcotráfico em direção ao oceano Pacífico. Sequestros e extorsões contra a população são recorrentes. O ministro do Interior da Colômbia, Armando Benedetti, disse que o governo tomará "medidas de inteligência, reforço de efetivo e possíveis reuniões" em Cali antes das eleições. Uma sequência de atentados sangrentos contra as forças de segurança na região deixou civis mortos no ano passado e marcou a pior onda de violência da última década. Em abril de 2024, um ataque semelhante de dissidentes das Farc contra essa mesma base militar em Cali provocou danos em casas de soldados e civis, sem deixar vítimas. Petro tentou sem sucesso negociar a paz com as maiores organizações armadas após chegar ao poder em 2022. Seu herdeiro político, o senador Iván Cepeda, é favorito para a próxima eleição, segundo as pesquisas, que projetam um segundo turno em junho. lv/als/mel/aa/lm/ic/am

Estrutura de ônibus que explodiu em um atentado de grupos armados colombianos em frente a uma base militar no oeste da Colômbia, em 24 de abril de 2025. Joaquín Sarmiento/ AFP A Colômbia foi alvo na sexta-feira (23) de uma série de ataques terroristas com granadas, um ônibus-bomba e fuzis que atingiram diferentes cidades na região oeste do país e reascenderam temores de uma nova onda de violência a um mês das eleições presenciais. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Os ataques atingiram pontos em Cali e Palmira, na região de Valle del Cauca, e uma base militar da área. As ofensivas deixaram duas pessoas feridas — embora a região seja populosa e houvesse muito movimento nas duas cidades, grupos armados miraram estruturas do Exército, segundo o governo local. No primeiro ataque, um ônibus explodiu a poucos metros da base militar que fica nos arredores de Palmira (veja foto acima). Cinco cilindros foram lançados a partir do ônibus estacionado em frente ao recinto e, em seguida, houve uma explosão que causou danos à estrutura da unidade militar, disse à agência de notícias AFP uma fonte do Exército no local. Vídeos de câmeras de segurança divulgados pela imprensa local mostram o momento da forte explosão em uma rua bastante movimentada (assista abaixo). Após o atentado, especialistas do Exército detonaram de forma controlada vários cilindros que não chegaram a explodir. Os militares atribuíram de maneira preliminar o ataque a dissidentes da extinta guerrilha das Farc, que romperam com o acordo de paz de 2016 e atualmente alimentam a violência em meio às negociações paralisadas com o governo do esquerdista Gustavo Petro. Este é o segundo atentado em menos de um ano contra uma base militar em Cali, a terceira cidade mais populosa da Colômbia. O ataque ocorre a pouco mais de um mês da eleição, na qual a segurança pública é um dos temas centrais e os principais candidatos denunciam ameaças. A cidade tem sido alvo frequente de grupos armados que disputam o controle do narcotráfico em direção ao oceano Pacífico. Sequestros e extorsões contra a população são recorrentes. O ministro do Interior da Colômbia, Armando Benedetti, disse que o governo tomará "medidas de inteligência, reforço de efetivo e possíveis reuniões" em Cali antes das eleições. Uma sequência de atentados sangrentos contra as forças de segurança na região deixou civis mortos no ano passado e marcou a pior onda de violência da última década. Em abril de 2024, um ataque semelhante de dissidentes das Farc contra essa mesma base militar em Cali provocou danos em casas de soldados e civis, sem deixar vítimas. Petro tentou sem sucesso negociar a paz com as maiores organizações armadas após chegar ao poder em 2022. Seu herdeiro político, o senador Iván Cepeda, é favorito para a próxima eleição, segundo as pesquisas, que projetam um segundo turno em junho. lv/als/mel/aa/lm/ic/am
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