Agentes do ICE irão aos Jogos de Inverno, e prefeito de Milão reage: 'Não são bem-vindos'
Carro de patrulha do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês). Octavio Jones/Reuters Agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) vão trabalhar na proteção das delegações norte-americanas durante os Jogos Olímpicos de Inverno na Itália, informou nesta terça-feira (27) uma fonte da embaixada dos EUA às agências de notícias Reuters e AFP. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A presença do ICE nos jogos gerou revolta na Itália. Nesta terça-feira, o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, chamou a agência de "milícia que mata" e disse que esses agentes "não são bem-vindos" na cidade (leia mais abaixo). O caso tem o potencial para desencadear uma crise diplomática entre os EUA e a Itália. O governo Trump não se manifestou publicamente sobre os protestos italianos até a última atualização desta reportagem. Segundo as agências de notícias, a divisão de Investigações de Segurança Interna (HSI, na sigla em inglês) do ICE dará apoio ao serviço de segurança do Departamento de Estado dos EUA durante os Jogos de Inverno Milão-Cortina, marcados para 6 a 22 de fevereiro. Os agentes do HSI não realizarão nenhuma atividade de fiscalização migratória enquanto estiverem na Itália, mas atuarão para "mitigar riscos provenientes de organizações criminosas transnacionais", disse a fonte diplomática, mas sem entrar em detalhes. "Todas as operações de segurança permanecem sob autoridade italiana", acrescentou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, estarão presentes na cerimônia de abertura dos jogos, em Milão, no dia 6 de fevereiro. Agentes do ICE e da Patrulha de Fronteiras têm sido alvo críticas nos EUA por sua atuação truculenta em operações anti-imigração determinadas pelo presidente Donald Trump, que aplica uma repressiva agenda contra imigrantes desde que retornou à Casa Branca há cerca de um ano. Dois cidadãos norte-americanos foram mortos neste mês durante uma ampla operação em Minneapolis, o que causou uma crise entre os governos federal e local e com protestos da população da cidade. A crise repercutiu também fora dos EUA, com ampla condenação à ação dos agentes do ICE contra a população norte-americana. O HSI já esteve presente em outros grandes eventos esportivos nos EUA e no exterior, incluindo o Super Bowl e Jogos Olímpicos fora do país, como parte de parcerias internacionais relacionadas ao combate ao tráfico de pessoas e ao tráfico de drogas, segundo a Reuters. A agência esteve presente nos Jogos Olímpicos de 2024, em Paris, por exemplo, segundo a fonte da Reuters. Embora a missão do HSI seja focada no crime transnacional, muitos agentes nos EUA têm sido destacados para apoiar rotinas de fiscalização imigratória. Protestos na Itália Prefeito de Milão, Giuseppe Sala. Foto de dezembro de 2025. AP Photo/Gregorio Borgia, File Em entrevista à mídia italiana nesta terça-feira, Giuseppe Sala foi a voz mais contundente contra a ida do ICE aos Jogos de Inverno. “Esta é uma milícia que mata. Está claro que não são bem-vindos a Milão, não há dúvida disso. Simplesmente, será que podemos dizer não ao (presidente dos Estados Unidos, Donald) Trump ao menos uma vez?”, afirmou o prefeito de Milão em uma entrevista à mídia italiana. Outros políticos italianos, incluindo um líder de partido da coalizão da primeira-ministra Giorgia Meloni, aliada de Trump, também criticaram a participação do ICE nos Jogos do próximo mês. “Isso me parece uma completa idiotice”, disse Maurizio Lupi, líder do partido Noi Moderati, ao jornal "La Repubblica". No entanto, Lupi reconheceu que os órgãos de segurança italianos podem precisar coordenar ações com contrapartes estrangeiras. O Italia Viva, partido de oposição de centro liderado pelo ex-primeiro-ministro Matteo Renzi, disse que agentes do ICE deveriam ser barrados na Itália. “O ICE, a milícia anti-imigração de Trump, é um símbolo de violência, repressão, abusos e violações de direitos humanos. Aceitar sua presença na Itália é uma loucura”, escreveu o partido no X. O sindicato de extrema esquerda USB afirmou que realizará um ato com o lema “ICE OUT – From Minneapolis to Milan” no centro de Milão em 6 de fevereiro, coincidindo com a cerimônia de abertura.

Carro de patrulha do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês). Octavio Jones/Reuters Agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) vão trabalhar na proteção das delegações norte-americanas durante os Jogos Olímpicos de Inverno na Itália, informou nesta terça-feira (27) uma fonte da embaixada dos EUA às agências de notícias Reuters e AFP. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A presença do ICE nos jogos gerou revolta na Itália. Nesta terça-feira, o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, chamou a agência de "milícia que mata" e disse que esses agentes "não são bem-vindos" na cidade (leia mais abaixo). O caso tem o potencial para desencadear uma crise diplomática entre os EUA e a Itália. O governo Trump não se manifestou publicamente sobre os protestos italianos até a última atualização desta reportagem. Segundo as agências de notícias, a divisão de Investigações de Segurança Interna (HSI, na sigla em inglês) do ICE dará apoio ao serviço de segurança do Departamento de Estado dos EUA durante os Jogos de Inverno Milão-Cortina, marcados para 6 a 22 de fevereiro. Os agentes do HSI não realizarão nenhuma atividade de fiscalização migratória enquanto estiverem na Itália, mas atuarão para "mitigar riscos provenientes de organizações criminosas transnacionais", disse a fonte diplomática, mas sem entrar em detalhes. "Todas as operações de segurança permanecem sob autoridade italiana", acrescentou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, estarão presentes na cerimônia de abertura dos jogos, em Milão, no dia 6 de fevereiro. Agentes do ICE e da Patrulha de Fronteiras têm sido alvo críticas nos EUA por sua atuação truculenta em operações anti-imigração determinadas pelo presidente Donald Trump, que aplica uma repressiva agenda contra imigrantes desde que retornou à Casa Branca há cerca de um ano. Dois cidadãos norte-americanos foram mortos neste mês durante uma ampla operação em Minneapolis, o que causou uma crise entre os governos federal e local e com protestos da população da cidade. A crise repercutiu também fora dos EUA, com ampla condenação à ação dos agentes do ICE contra a população norte-americana. O HSI já esteve presente em outros grandes eventos esportivos nos EUA e no exterior, incluindo o Super Bowl e Jogos Olímpicos fora do país, como parte de parcerias internacionais relacionadas ao combate ao tráfico de pessoas e ao tráfico de drogas, segundo a Reuters. A agência esteve presente nos Jogos Olímpicos de 2024, em Paris, por exemplo, segundo a fonte da Reuters. Embora a missão do HSI seja focada no crime transnacional, muitos agentes nos EUA têm sido destacados para apoiar rotinas de fiscalização imigratória. Protestos na Itália Prefeito de Milão, Giuseppe Sala. Foto de dezembro de 2025. AP Photo/Gregorio Borgia, File Em entrevista à mídia italiana nesta terça-feira, Giuseppe Sala foi a voz mais contundente contra a ida do ICE aos Jogos de Inverno. “Esta é uma milícia que mata. Está claro que não são bem-vindos a Milão, não há dúvida disso. Simplesmente, será que podemos dizer não ao (presidente dos Estados Unidos, Donald) Trump ao menos uma vez?”, afirmou o prefeito de Milão em uma entrevista à mídia italiana. Outros políticos italianos, incluindo um líder de partido da coalizão da primeira-ministra Giorgia Meloni, aliada de Trump, também criticaram a participação do ICE nos Jogos do próximo mês. “Isso me parece uma completa idiotice”, disse Maurizio Lupi, líder do partido Noi Moderati, ao jornal "La Repubblica". No entanto, Lupi reconheceu que os órgãos de segurança italianos podem precisar coordenar ações com contrapartes estrangeiras. O Italia Viva, partido de oposição de centro liderado pelo ex-primeiro-ministro Matteo Renzi, disse que agentes do ICE deveriam ser barrados na Itália. “O ICE, a milícia anti-imigração de Trump, é um símbolo de violência, repressão, abusos e violações de direitos humanos. Aceitar sua presença na Itália é uma loucura”, escreveu o partido no X. O sindicato de extrema esquerda USB afirmou que realizará um ato com o lema “ICE OUT – From Minneapolis to Milan” no centro de Milão em 6 de fevereiro, coincidindo com a cerimônia de abertura.
What's Your Reaction?