Após anunciar Lei de Anistia, Venezuela liberta ativista Javier Tarazona; mais de 700 presos políticos seguem detidos, diz ONG
Presidente interina da Venezuela propõe anistia geral O governo venezuelano libertou neste domingo (1º) o ativista de oposição Javier Tarazona, um dos principais nomes entre os presos políticos venezuelanos, segundo a ONG Foro Penal, que monitora a libertação dos detidos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Tarazona, diretor de uma ONG de direitos humanos na Venezuelaestava detido na polêmica prisão de El Helicoide havia quatro anos, disse ainda a ONG. Sua libertação foi a primeira desde que a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, propôs uma Lei de Anistia prevendo a libertação de todos os presos políticos (leia mais abaixo). Segundo a ONG Foro Penal, que monitora os presos políticos na Venezuela, Tarazona foi libertado junto a um pequeno grupo neste domingo. O ativista venezuelano Javier Tarazona (de azul, à direita), ao lado de sua mãe e seu irmão após ser libertado da prisão na Venezuela, em Divulgação/ Foro Penal A libertação de presos políticos foi um dos pontos exigidos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a captura de Nicolás Maduro pelos EUA, no início de janeiro, segundo a imprensa norte-americana. No entanto, organizações e parentes dos presos vêm afirmando que as libertações estão ocorrendo de forma muito lenta. A ONG Foro Penal afirma que mais de 700 seguem detidos. A ONG disse ter verificado mais de 300 libertações de presos políticos desde que o governo anunciou uma nova série de solturas, em 8 de janeiro. Organizações que monitoram a situação afirmam que, no total, havia entre 800 e mais de 1.000 presos políticos na Venezuela até o fim do ano passado. Entre as figuras proeminentes que permanecem presas estão o político da oposição Juan Pablo Guanipa e o advogado Perkins Rocha, ambos aliados próximos da líder da oposição e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz María Corina Machado; e Freddy Superlano, líder do partido de oposição Voluntad Popular. . Rodríguez anuncia Lei de Anistia Prisão El Helicoide, em Caracas RONALDO SCHEMIDT / AFP A presidente interina Delcy Rodríguez anunciou na sexta-feira (30) uma anistia geral na Venezuela, poucos dias antes de se completar um mês desde que assumiu o poder após a derrubada de Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos. "Decidimos colocar em marcha uma lei de anistia geral que cubra todo o período de violência política de 1999 até o presente", informou Rodríguez em um discurso no Supremo Tribunal. Rodríguez também anunciou o fechamento da famosa prisão Helicoide, em Caracas, denunciada por ativistas como um centro de tortura de opositores do chavismo. "Decidimos que as instalações de Helicoide, que hoje servem como centro de detenção, serão transformadas em um centro social, esportivo, cultural e comercial para a família policial e para as comunidades vizinhas", disse Rodríguez em um discurso perante a Suprema Corte. Em 2022, um relatório das Nações Unidas alegou que as agências de segurança do Estado venezuelano submeteram a tortura detentos da famosa prisão, originalmente projetada como um shopping center. O governo rejeitou as conclusões da ONU. Nas últimas semanas, familiares de presos no Helicoide realizaram vigílias e acamparam durante a noite em frente à prisão, exigindo a libertação de seus parentes. Famílias e defensores dos direitos humanos há muito tempo exigem a anulação das acusações e condenações contra detentos considerados presos políticos. Políticos da oposição, membros dissidentes das forças de segurança, jornalistas e ativistas de direitos humanos são frequentemente alvo de acusações como terrorismo e traição, que suas famílias consideram injustas e arbitrárias. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Presidente interina da Venezuela propõe anistia geral O governo venezuelano libertou neste domingo (1º) o ativista de oposição Javier Tarazona, um dos principais nomes entre os presos políticos venezuelanos, segundo a ONG Foro Penal, que monitora a libertação dos detidos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Tarazona, diretor de uma ONG de direitos humanos na Venezuelaestava detido na polêmica prisão de El Helicoide havia quatro anos, disse ainda a ONG. Sua libertação foi a primeira desde que a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, propôs uma Lei de Anistia prevendo a libertação de todos os presos políticos (leia mais abaixo). Segundo a ONG Foro Penal, que monitora os presos políticos na Venezuela, Tarazona foi libertado junto a um pequeno grupo neste domingo. O ativista venezuelano Javier Tarazona (de azul, à direita), ao lado de sua mãe e seu irmão após ser libertado da prisão na Venezuela, em Divulgação/ Foro Penal A libertação de presos políticos foi um dos pontos exigidos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a captura de Nicolás Maduro pelos EUA, no início de janeiro, segundo a imprensa norte-americana. No entanto, organizações e parentes dos presos vêm afirmando que as libertações estão ocorrendo de forma muito lenta. A ONG Foro Penal afirma que mais de 700 seguem detidos. A ONG disse ter verificado mais de 300 libertações de presos políticos desde que o governo anunciou uma nova série de solturas, em 8 de janeiro. Organizações que monitoram a situação afirmam que, no total, havia entre 800 e mais de 1.000 presos políticos na Venezuela até o fim do ano passado. Entre as figuras proeminentes que permanecem presas estão o político da oposição Juan Pablo Guanipa e o advogado Perkins Rocha, ambos aliados próximos da líder da oposição e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz María Corina Machado; e Freddy Superlano, líder do partido de oposição Voluntad Popular. . Rodríguez anuncia Lei de Anistia Prisão El Helicoide, em Caracas RONALDO SCHEMIDT / AFP A presidente interina Delcy Rodríguez anunciou na sexta-feira (30) uma anistia geral na Venezuela, poucos dias antes de se completar um mês desde que assumiu o poder após a derrubada de Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos. "Decidimos colocar em marcha uma lei de anistia geral que cubra todo o período de violência política de 1999 até o presente", informou Rodríguez em um discurso no Supremo Tribunal. Rodríguez também anunciou o fechamento da famosa prisão Helicoide, em Caracas, denunciada por ativistas como um centro de tortura de opositores do chavismo. "Decidimos que as instalações de Helicoide, que hoje servem como centro de detenção, serão transformadas em um centro social, esportivo, cultural e comercial para a família policial e para as comunidades vizinhas", disse Rodríguez em um discurso perante a Suprema Corte. Em 2022, um relatório das Nações Unidas alegou que as agências de segurança do Estado venezuelano submeteram a tortura detentos da famosa prisão, originalmente projetada como um shopping center. O governo rejeitou as conclusões da ONU. Nas últimas semanas, familiares de presos no Helicoide realizaram vigílias e acamparam durante a noite em frente à prisão, exigindo a libertação de seus parentes. Famílias e defensores dos direitos humanos há muito tempo exigem a anulação das acusações e condenações contra detentos considerados presos políticos. Políticos da oposição, membros dissidentes das forças de segurança, jornalistas e ativistas de direitos humanos são frequentemente alvo de acusações como terrorismo e traição, que suas famílias consideram injustas e arbitrárias. Veja os vídeos que estão em alta no g1
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