EUA, Ucrânia e Rússia fazem nova reunião trilateral nesta semana para negociar fim da guerra, diz Zelensky
Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, durante entrevista à imprensa na Lituânia Mindaugas Kulbis/AP Uma nova rodada de negociações de paz entre delegações da Rússia e da Ucrânia ocorrerá na quarta e quinta-feira (4 e 5), anunciou neste domingo (1º) o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. O governo de Kiev está sob pressão dos Estados Unidos para aceitar o acordo para interromper a guerra, que já dura quase quatro anos. Ao mesmo tempo, lida com uma campanha de ataques aéreos que devastou o seu sistema de energia durante um dos invernos mais frios dos últimos anos. Enviados de Moscou, Kiev e dos Estados Unidos se reuniram na semana passada em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. A rodada terminou sem avanços concretos. Autoridades dos Estados Unidos e da Rússia ainda não comentaram o anúncio. “Acabamos de receber um relatório da nossa equipe de negociação. A Ucrânia está pronta para negociações substantivas e estamos interessados em um resultado que nos aproxime de um fim real e digno da guerra”, disse Zelensky em publicação no X. Initial plugin text Veja os vídeos que estão em alta no g1 No sábado (31), o principal enviado russo, Kirill Dmitriev, afirmou ter realizado uma "reunião construtiva com a delegação de pacificação dos EUA" na Flórida. Até agora, as autoridades divulgaram poucos detalhes sobre as conversas em Abu Dhabi. A iniciativa é encabeçada pelo governo de Donald Trump. Embora autoridades ucranianas e russas tenham concordado, em princípio, com os apelos de Washington por um compromisso, Moscou e Kiev divergem profundamente sobre os termos do acordo. Uma questão central é se a Rússia deve manter ou se retirar das áreas da Ucrânia ocupadas por suas forças, especialmente o coração industrial do leste do país, conhecido como Donbas. Além de Donbas, o Kremlin exige a concessão do território de Donetsk, que segue sob controle ucraniano, e a rejeição definitiva dos ucranianos à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Em outubro do ano passado, líderes da União Europeia e da Ucrânia começaram a elaborar um plano de paz com 12 pontos que prevê somente a concessão de territórios ucranianos já ocupados pela Rússia. Entenda a ocupação russa na Ucrânia Arte/g1 Drones atingem maternidade na Ucrânia Na manhã deste domingo, drones russos atingiram uma maternidade no sul da Ucrânia, informou o serviço de emergência ucraniano. Em publicação no Telegram, segundo a agência de notícias Associated Press, o órgão disse que o ataque feriu mulheres no hospital da cidade de Zaporizhzhia e provocou um incêndio na área de recepção da ginecologia, que já foi extinto. O chefe da administração regional, Ivan Fedorov, afirmou depois que seis pessoas ficaram feridas. Dias antes, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, havia concordado em interromper temporariamente ataques à capital ucraniana e a outras cidades, enquanto a região enfrenta temperaturas congelantes que impõem dificuldades generalizadas à população. Agente de resgate vistoria hospital em Zaporizhzhia, na Ucrânia, após ataque de drone da Rússia neste domingo (1º) Stringer/Reuters Em Kiev, segundo a Reuters, quase 700 prédios residenciais continuavam sem aquecimento neste domingo. As temperaturas na cidade giravam em torno de -15ºC, enquanto equipes trabalhavam para restabelecer o aquecimento após uma falha generalizada na rede elétrica. O Kremlin confirmou na sexta-feira que concordou em suspender ataques a Kiev até domingo, mas se recusou a divulgar detalhes. Na última semana, a Rússia atacou instalações de energia na cidade de Odessa, no sul da Ucrânia, e em Kharkiv, no nordeste. Também atingiu a região de Kiev na quarta-feira, matando duas pessoas e ferindo outras quatro.

Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, durante entrevista à imprensa na Lituânia Mindaugas Kulbis/AP Uma nova rodada de negociações de paz entre delegações da Rússia e da Ucrânia ocorrerá na quarta e quinta-feira (4 e 5), anunciou neste domingo (1º) o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. O governo de Kiev está sob pressão dos Estados Unidos para aceitar o acordo para interromper a guerra, que já dura quase quatro anos. Ao mesmo tempo, lida com uma campanha de ataques aéreos que devastou o seu sistema de energia durante um dos invernos mais frios dos últimos anos. Enviados de Moscou, Kiev e dos Estados Unidos se reuniram na semana passada em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. A rodada terminou sem avanços concretos. Autoridades dos Estados Unidos e da Rússia ainda não comentaram o anúncio. “Acabamos de receber um relatório da nossa equipe de negociação. A Ucrânia está pronta para negociações substantivas e estamos interessados em um resultado que nos aproxime de um fim real e digno da guerra”, disse Zelensky em publicação no X. Initial plugin text Veja os vídeos que estão em alta no g1 No sábado (31), o principal enviado russo, Kirill Dmitriev, afirmou ter realizado uma "reunião construtiva com a delegação de pacificação dos EUA" na Flórida. Até agora, as autoridades divulgaram poucos detalhes sobre as conversas em Abu Dhabi. A iniciativa é encabeçada pelo governo de Donald Trump. Embora autoridades ucranianas e russas tenham concordado, em princípio, com os apelos de Washington por um compromisso, Moscou e Kiev divergem profundamente sobre os termos do acordo. Uma questão central é se a Rússia deve manter ou se retirar das áreas da Ucrânia ocupadas por suas forças, especialmente o coração industrial do leste do país, conhecido como Donbas. Além de Donbas, o Kremlin exige a concessão do território de Donetsk, que segue sob controle ucraniano, e a rejeição definitiva dos ucranianos à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Em outubro do ano passado, líderes da União Europeia e da Ucrânia começaram a elaborar um plano de paz com 12 pontos que prevê somente a concessão de territórios ucranianos já ocupados pela Rússia. Entenda a ocupação russa na Ucrânia Arte/g1 Drones atingem maternidade na Ucrânia Na manhã deste domingo, drones russos atingiram uma maternidade no sul da Ucrânia, informou o serviço de emergência ucraniano. Em publicação no Telegram, segundo a agência de notícias Associated Press, o órgão disse que o ataque feriu mulheres no hospital da cidade de Zaporizhzhia e provocou um incêndio na área de recepção da ginecologia, que já foi extinto. O chefe da administração regional, Ivan Fedorov, afirmou depois que seis pessoas ficaram feridas. Dias antes, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, havia concordado em interromper temporariamente ataques à capital ucraniana e a outras cidades, enquanto a região enfrenta temperaturas congelantes que impõem dificuldades generalizadas à população. Agente de resgate vistoria hospital em Zaporizhzhia, na Ucrânia, após ataque de drone da Rússia neste domingo (1º) Stringer/Reuters Em Kiev, segundo a Reuters, quase 700 prédios residenciais continuavam sem aquecimento neste domingo. As temperaturas na cidade giravam em torno de -15ºC, enquanto equipes trabalhavam para restabelecer o aquecimento após uma falha generalizada na rede elétrica. O Kremlin confirmou na sexta-feira que concordou em suspender ataques a Kiev até domingo, mas se recusou a divulgar detalhes. Na última semana, a Rússia atacou instalações de energia na cidade de Odessa, no sul da Ucrânia, e em Kharkiv, no nordeste. Também atingiu a região de Kiev na quarta-feira, matando duas pessoas e ferindo outras quatro.
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