Após críticas de Trump, Irã defende sua proposta para encerrar guerra, e negociações travam; entenda as exigências de cada país
Donald Trump considera inaceitável resposta iraniana a plano de paz Após críticas de Donald Trump, o Irã defendeu nesta segunda-feira (11) sua proposta para dar um fim à guerra com os Estados Unidos no Oriente Médio. A defesa, feita pelo porta-voz do ministério, coloca as negociações pelo fim da guerra de volta em um novo impasse. Isso porque, no domingo (10), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as condições impostas pelo Irã para terminar a guerra são inaceitáveis (leia mais abaixo). Ele respondeu à contraproposta do Irã ao último texto que Washington enviou a Teerã. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A imprensa norte-americana afirma que o Irã pede, entre outras coisas, a soberania sobre o Estreito de Ormuz e a suspensão de seu programa de enriquecimento de urânio por um prazo menor que o exigido pelos EUA (leia mais abaixo). Nesta segunda, o Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que o texto elaborado por Teerã é "legítimo e generoso". "Nosso pedido é legítimo: exigir o fim da guerra, o levantamento do bloqueio e da pirataria e a liberação dos ativos iranianos que foram injustamente congelados em bancos devido à pressão americana”, disse o porta-voz do ministério, Esmail Baghaei. “Passagem segura pelo Estreito de Hormuz e o estabelecimento da segurança na região e no Líbano foram outras demandas do Irã, que são consideradas uma oferta generosa e responsável para a segurança regional", afirmou Baghaei. O porta-voz afirmou ainda que os EUA continuam mantendo exigências consideradas "irracionais e unilaterais". Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã Reprodução/Redes Sociais Veja, abaixo, os principais pontos impostos pelo Irã para encerrar o conflito, segundo a imprensa norte-americana: Fim da guerra e segurança O Irã defende a necessidade de acabar com a guerra em todas as frentes (incluindo a guerra travada entre Israel e Hezbollah no Líbano) e solicita garantias formais de que não sofrerá novos ataques. Soberania territorial: O documento destaca a soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz. Economia e sanções Suspensão de sanções: A proposta pede a suspensão, por um período de 30 dias, das sanções dos EUA via Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) sobre a venda de petróleo iraniano e solicita o término do bloqueio naval contra o país. Compensações financeiras: O Irã requer que os Estados Unidos paguem indenizações pelos danos causados durante a guerra. Questão nuclear Destino do urânio: O plano sugere diluir parte do urânio altamente enriquecido e transferir o restante para um terceiro país, segundo reportagem do jornal "The Wall Street Journal". Cláusula de devolução: O Irã exige garantias de que esse urânio seja devolvido ao país caso as negociações fracassem ou os EUA abandonem o acordo futuramente. Instalações e enriquecimento: O país aceita suspender o enriquecimento de urânio por um prazo menor do que os 20 anos propostos pelos EUA, mas rejeita categoricamente desmantelar suas instalações nucleares. Os Estados Unidos exigiam, originalmente, que o Irã cancelasse totalmente seu programa de enriquecimento de urânio, que pode ser utilizado para construir bombas atômicas. Teerã alega que o programa cria energia nuclear apenas para fins civis. Trump classificou propostas como 'inaceitáveis' O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou neste domingo (10) como "totalmente inaceitáveis" as condições do Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio, o que aumenta a probabilidade de que o conflito continue após semanas de negociações. "Acabei de ler a resposta dos chamados 'representantes' do Irã. Não gosto. TOTALMENTE INACEITÁVEL", escreveu Trump em sua rede Truth Social. Donald Trump conversa com repórteres na Casa Branca na sexta, 8 de maio. Elizabeth Frantz / Reuters Mais cedo no domingo, o Irã havia respondido à última proposta de paz de Washington com uma série de exigências para acabar com a guerra, segundo informações da mídia estatal e da agência iraniana semioficial Tasnim. Além disso, segundo autoridades ouvidas pelo jornal "The Wall Street Journal", o Irã colocou suas próprias condições sobre a questão nuclear. ➡️ O novo impasse deixa as negociações indefinidas mais de um mês após a implementação de um cessar-fogo entre EUA e Irã, em 8 de abril. A trégua tinha por objetivo fazer uma pausa nos ataques enquanto as duas partes negociassem um fim definitivo da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã. A incerteza e o novo impasse fizeram o petróleo subir novamente nesta segunda. Iraniana caminha ao lado de mural com a ilustração da bandeira do Irã, em Teerã, no dia 5 de maio de 2026 Majid Asgaripour/Wana/Reuters Vídeos em alta no g1

Donald Trump considera inaceitável resposta iraniana a plano de paz Após críticas de Donald Trump, o Irã defendeu nesta segunda-feira (11) sua proposta para dar um fim à guerra com os Estados Unidos no Oriente Médio. A defesa, feita pelo porta-voz do ministério, coloca as negociações pelo fim da guerra de volta em um novo impasse. Isso porque, no domingo (10), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as condições impostas pelo Irã para terminar a guerra são inaceitáveis (leia mais abaixo). Ele respondeu à contraproposta do Irã ao último texto que Washington enviou a Teerã. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A imprensa norte-americana afirma que o Irã pede, entre outras coisas, a soberania sobre o Estreito de Ormuz e a suspensão de seu programa de enriquecimento de urânio por um prazo menor que o exigido pelos EUA (leia mais abaixo). Nesta segunda, o Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que o texto elaborado por Teerã é "legítimo e generoso". "Nosso pedido é legítimo: exigir o fim da guerra, o levantamento do bloqueio e da pirataria e a liberação dos ativos iranianos que foram injustamente congelados em bancos devido à pressão americana”, disse o porta-voz do ministério, Esmail Baghaei. “Passagem segura pelo Estreito de Hormuz e o estabelecimento da segurança na região e no Líbano foram outras demandas do Irã, que são consideradas uma oferta generosa e responsável para a segurança regional", afirmou Baghaei. O porta-voz afirmou ainda que os EUA continuam mantendo exigências consideradas "irracionais e unilaterais". Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã Reprodução/Redes Sociais Veja, abaixo, os principais pontos impostos pelo Irã para encerrar o conflito, segundo a imprensa norte-americana: Fim da guerra e segurança O Irã defende a necessidade de acabar com a guerra em todas as frentes (incluindo a guerra travada entre Israel e Hezbollah no Líbano) e solicita garantias formais de que não sofrerá novos ataques. Soberania territorial: O documento destaca a soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz. Economia e sanções Suspensão de sanções: A proposta pede a suspensão, por um período de 30 dias, das sanções dos EUA via Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) sobre a venda de petróleo iraniano e solicita o término do bloqueio naval contra o país. Compensações financeiras: O Irã requer que os Estados Unidos paguem indenizações pelos danos causados durante a guerra. Questão nuclear Destino do urânio: O plano sugere diluir parte do urânio altamente enriquecido e transferir o restante para um terceiro país, segundo reportagem do jornal "The Wall Street Journal". Cláusula de devolução: O Irã exige garantias de que esse urânio seja devolvido ao país caso as negociações fracassem ou os EUA abandonem o acordo futuramente. Instalações e enriquecimento: O país aceita suspender o enriquecimento de urânio por um prazo menor do que os 20 anos propostos pelos EUA, mas rejeita categoricamente desmantelar suas instalações nucleares. Os Estados Unidos exigiam, originalmente, que o Irã cancelasse totalmente seu programa de enriquecimento de urânio, que pode ser utilizado para construir bombas atômicas. Teerã alega que o programa cria energia nuclear apenas para fins civis. Trump classificou propostas como 'inaceitáveis' O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou neste domingo (10) como "totalmente inaceitáveis" as condições do Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio, o que aumenta a probabilidade de que o conflito continue após semanas de negociações. "Acabei de ler a resposta dos chamados 'representantes' do Irã. Não gosto. TOTALMENTE INACEITÁVEL", escreveu Trump em sua rede Truth Social. Donald Trump conversa com repórteres na Casa Branca na sexta, 8 de maio. Elizabeth Frantz / Reuters Mais cedo no domingo, o Irã havia respondido à última proposta de paz de Washington com uma série de exigências para acabar com a guerra, segundo informações da mídia estatal e da agência iraniana semioficial Tasnim. Além disso, segundo autoridades ouvidas pelo jornal "The Wall Street Journal", o Irã colocou suas próprias condições sobre a questão nuclear. ➡️ O novo impasse deixa as negociações indefinidas mais de um mês após a implementação de um cessar-fogo entre EUA e Irã, em 8 de abril. A trégua tinha por objetivo fazer uma pausa nos ataques enquanto as duas partes negociassem um fim definitivo da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã. A incerteza e o novo impasse fizeram o petróleo subir novamente nesta segunda. Iraniana caminha ao lado de mural com a ilustração da bandeira do Irã, em Teerã, no dia 5 de maio de 2026 Majid Asgaripour/Wana/Reuters Vídeos em alta no g1
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