Casamentos coletivos em Teerã unem casais dispostos ao sacrifício na guerra contra EUA e Israel
Casal chega para cerimônia de casamento coletivo na praça de Iman Hussein, em Teerã, no Irã, em 18 de maio de 2026. AFP Autoridades iranianas realizaram casamentos coletivos em Teerã para casais inscritos em um programa patrocinado pelo Estado no qual declaram estar dispostos a sacrificar suas vidas na guerra contra os Estados Unidos e Israel. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ➡️ Segundo a imprensa iraniana, os participantes haviam se inscrito em um programa de "autossacrifício" (janfada, em persa), por meio do qual as pessoas prometem arriscar suas vidas na guerra, por exemplo formando correntes humanas em volta de usinas elétricas. As cerimônias, realizadas na noite de segunda-feira (18), reuniram centenas de casais em várias praças de Teerã, informaram meios de comunicação iranianos. Só na praça Imam Hossein, no centro da capital iraniana, mais de cem casais participaram da cerimônia coletiva. Um clérigo muçulmano xiita acena ao lado de sua noiva em um jipe militar, ao chegarem para uma cerimônia pública de casamento coletivo na Praça Imam Hossein, em Teerã, em 18 de maio de 2026. AFP "O país está em guerra, mas os jovens têm direito de se casar", declarou uma noiva vestida com um traje islâmico branco, cujo nome não foi revelado, ao lado de seu noivo em imagens divulgadas pela agência Mehr. Na cerimônia da Praça Imam Hossein participaram 110 casais, segundo a mesma fonte. Os eventos foram transmitidos pela televisão estatal em uma tentativa de reforçar o moral em tempos de guerra, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaça com novas ações militares contra o Irã em meio a um frágil cessar-fogo que pôs fim aos combates iniciados em 28 de fevereiro. Autoridades afirmam que milhões de pessoas, entre elas figuras de destaque como o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e o presidente Masoud Pezeshkian, aderiram à iniciativa. Os casais chegaram à Praça Imam Hossein em veículos militares equipados com metralhadoras e se uniram em um altar presidido por um clérigo, segundo imagens da AFP. O local foi decorado com balões e uma gigantesca imagem do líder supremo Mojtaba Khamenei, que ainda não apareceu em público desde que foi elevado ao cargo após a morte de seu pai e antecessor, Ali Khamenei, no primeiro dia da guerra. Desde o início da guerra, autoridades iranianas organizam quase diariamente grandes concentrações pró-governo com o objetivo de destacar a mobilização popular em meio ao conflito.

Casal chega para cerimônia de casamento coletivo na praça de Iman Hussein, em Teerã, no Irã, em 18 de maio de 2026. AFP Autoridades iranianas realizaram casamentos coletivos em Teerã para casais inscritos em um programa patrocinado pelo Estado no qual declaram estar dispostos a sacrificar suas vidas na guerra contra os Estados Unidos e Israel. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ➡️ Segundo a imprensa iraniana, os participantes haviam se inscrito em um programa de "autossacrifício" (janfada, em persa), por meio do qual as pessoas prometem arriscar suas vidas na guerra, por exemplo formando correntes humanas em volta de usinas elétricas. As cerimônias, realizadas na noite de segunda-feira (18), reuniram centenas de casais em várias praças de Teerã, informaram meios de comunicação iranianos. Só na praça Imam Hossein, no centro da capital iraniana, mais de cem casais participaram da cerimônia coletiva. Um clérigo muçulmano xiita acena ao lado de sua noiva em um jipe militar, ao chegarem para uma cerimônia pública de casamento coletivo na Praça Imam Hossein, em Teerã, em 18 de maio de 2026. AFP "O país está em guerra, mas os jovens têm direito de se casar", declarou uma noiva vestida com um traje islâmico branco, cujo nome não foi revelado, ao lado de seu noivo em imagens divulgadas pela agência Mehr. Na cerimônia da Praça Imam Hossein participaram 110 casais, segundo a mesma fonte. Os eventos foram transmitidos pela televisão estatal em uma tentativa de reforçar o moral em tempos de guerra, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaça com novas ações militares contra o Irã em meio a um frágil cessar-fogo que pôs fim aos combates iniciados em 28 de fevereiro. Autoridades afirmam que milhões de pessoas, entre elas figuras de destaque como o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e o presidente Masoud Pezeshkian, aderiram à iniciativa. Os casais chegaram à Praça Imam Hossein em veículos militares equipados com metralhadoras e se uniram em um altar presidido por um clérigo, segundo imagens da AFP. O local foi decorado com balões e uma gigantesca imagem do líder supremo Mojtaba Khamenei, que ainda não apareceu em público desde que foi elevado ao cargo após a morte de seu pai e antecessor, Ali Khamenei, no primeiro dia da guerra. Desde o início da guerra, autoridades iranianas organizam quase diariamente grandes concentrações pró-governo com o objetivo de destacar a mobilização popular em meio ao conflito.
What's Your Reaction?