Comparsa de Vampiro do Itapoã, que bebia sangue de vítimas, é preso

Condenado a 16 anos por ocultação de cadáver no crime que chocou o DF, Hilcimar Lopes da Silva descumpriu o regime semiaberto e fugiu

Jun 26, 2026 - 18:30
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Comparsa de Vampiro do Itapoã, que bebia sangue de vítimas, é preso

Um dos comparsas de Eduardo de Araújo da Conceição, conhecido como “Vampiro do Itapoã”, foi preso na tarde desta sexta-feira (26/6), após ser reconhecido por policiais militares na Rodoviária do Plano Piloto. Hilcimar Lopes da Silva, condenado a 16 anos de prisão por participação na ocultação do cadáver de uma das vítimas do criminoso, cumpria pena em regime semiaberto, mas não retornou à unidade prisional após saída autorizada e passou a ser considerado foragido da Justiça.

A captura encerra o período em que Hilcimar permaneceu foragido depois de descumprir as regras do benefício. Ele foi encaminhado às autoridades para o cumprimento da pena imposta pela Justiça. Ele foi levado para a 5ª Delegacia de Polícia (Área Central).

Segundo o delegado plantonista Sérgio Bautzer, Hilcimar Lopes da Silva cumpria pena em regime semiaberto e havia deixado a unidade prisional em razão da previsão legal contida na Lei de Execução Penal. “Entretanto, não retornou ao estabelecimento prisional no prazo estabelecido, circunstância que ensejou a expedição de mandado de prisão. Nesta sexta-feira, ele foi recapturado pela Polícia Militar do Distrito Federal, apresentado à 5ª Delegacia de Polícia para cumprimento do mandado de prisão e permanecerá à disposição da Justiça”, disse.

Ataques do vampiro

O principal responsável pelo homicídio, Eduardo de Araújo da Conceição, recebeu pena de 21 anos e cinco meses de prisão por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver. O apelido de “Vampiro do Itapoã” surgiu após uma testemunha afirmar que ele teria bebido o sangue da vítima durante o crime.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Heraldo havia sido contratado por Eduardo para construir uma cerca em seu lote, no Itapoã, recebendo duas pedras de crack como pagamento antecipado. Como o serviço não foi realizado, Eduardo, acompanhado de Francisco das Chagas Araújo, Hilcimar Lopes da Silva e um adolescente, foi cobrar a execução do trabalho.

Ao informar que não poderia realizar o serviço naquele momento, Heraldo foi atacado. Conforme as investigações, Eduardo ordenou que o adolescente matasse a vítima. O jovem desferiu golpes na cabeça de Heraldo com uma barra de ferro, com o auxílio de Francisco das Chagas.

Ocultação de cadáver

Após o assassinato, Eduardo determinou que Hilcimar e o adolescente ocultassem o corpo, que foi lançado em uma tubulação de esgoto para dificultar a localização e a investigação do crime.

O Tribunal do Júri do Paranoá reconheceu que o homicídio foi cometido por motivo fútil e com emprego de meio cruel. Além de Eduardo e Hilcimar, Francisco das Chagas Araújo também foi condenado, recebendo pena de 13 anos de reclusão por homicídio qualificado.

À época das investigações, a delegada Jane Klébia informou que Eduardo costumava criar cães, gatos e pássaros e, segundo relatos colhidos pela polícia, tinha o hábito de beber o sangue desses animais. Durante buscas na residência do acusado, policiais encontraram diversos gatos, um cachorro morto e vísceras de animais, elementos que reforçaram a repercussão do caso.

Desde 2019, os envolvidos adultos permanecem presos em razão das condenações. O adolescente participante do crime cumpriu medida socioeducativa de três anos em uma unidade especializada. A prisão de Hilcimar, nesta sexta-feira, restabelece o cumprimento integral da pena após o descumprimento das condições do regime semiaberto.

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