Dinamarca e Groenlândia se reúnem com EUA para negociar e estabelecer ‘linhas vermelhas’

Moradores da Groenlândia fazem protesto contra os EUA, em 15 de março de 2025 Christian Klindt Soelbeck/Ritzau Scanpix/via REUTERS Estados Unidos, Groenlândia e Dinamarca começaram a conversar nesta quarta-feira (28), informou o ministério das Relações Exteriores dinamarquês à agência Reuters. O diálogo tenta buscar formas para contornar a crise diplomática gerada pelas ameaças do presidente Donald Trump contra o território ártico. As conversas diplomáticas acontecem após meses de tensões entre a Dinamarca e os Estados Unidos, ambos membros fundadores da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). 'Não quero o mundo dos EUA': população da Groenlândia rejeita avanço de Trump O ministério das Relações Exteriores da Dinamarca disse, em comentário por escrito à Reuters, que altos funcionários da Dinamarca, Groenlândia e dos Estados Unidos se reuniram para “discutir como podem abordar as preocupações americanas sobre a segurança no Ártico, ao mesmo tempo em que respeitamos as linhas vermelhas do Reino”. LEIA MAIS: 'Groenlândia não está à venda, nem será tomada', diz Macron ao lado dos premiês da ilha e da Dinamarca O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou mais cedo nesta quarta que os Estados Unidos têm em vigor um processo relacionado à Groenlândia e mencionou a realização de reuniões técnicas com autoridades da Groenlândia e da Dinamarca sobre o assunto. A Groenlândia tem um governo próprio, mas é um território autônomo da Dinamarca. Desde que Trump iniciou seu segundo mandato e afirmou que desejava anexar a ilha aos EUA, autoridades de ambos rejeitam a proposta. 'Groenlândia não está à venda, nem será tomada' O presidente da França, Emmanuel Macron, se encontrou com os primeiros-ministros da Dinamarca e da Groenlândia nesta quarta-feira e fez um pronunciamento em apoio a eles, contra as pressões exercidas por Trump. "A França permanecerá comprometida com o Reino da Dinamarca. A Groenlândia não está à venda, nem será tomada. Os groenlandeses decidirão seu futuro", declarou, arriscando algumas palavras em groenlandês. No dia 22, Trump afirmou em entrevista que os EUA estão negociando "acesso total" à Groenlândia, mas não entrou em detalhes sobre a proposta. "Se os bandidos começarem a atirar, tudo passa pela Groenlândia. É algo extremamente valioso. Os detalhes estão sendo negociados agora, mas essencialmente é acesso total. Sem um fim, sem prazo limite", declarou.

Jan 28, 2026 - 19:30
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Dinamarca e Groenlândia se reúnem com EUA para negociar e estabelecer ‘linhas vermelhas’

Moradores da Groenlândia fazem protesto contra os EUA, em 15 de março de 2025 Christian Klindt Soelbeck/Ritzau Scanpix/via REUTERS Estados Unidos, Groenlândia e Dinamarca começaram a conversar nesta quarta-feira (28), informou o ministério das Relações Exteriores dinamarquês à agência Reuters. O diálogo tenta buscar formas para contornar a crise diplomática gerada pelas ameaças do presidente Donald Trump contra o território ártico. As conversas diplomáticas acontecem após meses de tensões entre a Dinamarca e os Estados Unidos, ambos membros fundadores da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). 'Não quero o mundo dos EUA': população da Groenlândia rejeita avanço de Trump O ministério das Relações Exteriores da Dinamarca disse, em comentário por escrito à Reuters, que altos funcionários da Dinamarca, Groenlândia e dos Estados Unidos se reuniram para “discutir como podem abordar as preocupações americanas sobre a segurança no Ártico, ao mesmo tempo em que respeitamos as linhas vermelhas do Reino”. LEIA MAIS: 'Groenlândia não está à venda, nem será tomada', diz Macron ao lado dos premiês da ilha e da Dinamarca O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou mais cedo nesta quarta que os Estados Unidos têm em vigor um processo relacionado à Groenlândia e mencionou a realização de reuniões técnicas com autoridades da Groenlândia e da Dinamarca sobre o assunto. A Groenlândia tem um governo próprio, mas é um território autônomo da Dinamarca. Desde que Trump iniciou seu segundo mandato e afirmou que desejava anexar a ilha aos EUA, autoridades de ambos rejeitam a proposta. 'Groenlândia não está à venda, nem será tomada' O presidente da França, Emmanuel Macron, se encontrou com os primeiros-ministros da Dinamarca e da Groenlândia nesta quarta-feira e fez um pronunciamento em apoio a eles, contra as pressões exercidas por Trump. "A França permanecerá comprometida com o Reino da Dinamarca. A Groenlândia não está à venda, nem será tomada. Os groenlandeses decidirão seu futuro", declarou, arriscando algumas palavras em groenlandês. No dia 22, Trump afirmou em entrevista que os EUA estão negociando "acesso total" à Groenlândia, mas não entrou em detalhes sobre a proposta. "Se os bandidos começarem a atirar, tudo passa pela Groenlândia. É algo extremamente valioso. Os detalhes estão sendo negociados agora, mas essencialmente é acesso total. Sem um fim, sem prazo limite", declarou.

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