Documentos 'quase prontos' e territórios pendentes: EUA, Ucrânia e Rússia fazem primeira reunião trilateral para finalizar a guerra
Trump lança "Conselho da Paz" em Davos Estados Unidos, Ucrânia e Rússia iniciam nesta sexta-feira (23) a primeira reunião trilateral para negociar o fim da guerra entre os dois países europeus, que está prestes a completar quatro anos. A cúpula em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, vai até sábado. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta sexta a jornalistas que as equipes de negociação dos três países discutirão o controle territorial da região de Donbas, no leste da Ucrânia. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp “O Donbas é uma questão central. Ele será discutido no formato que as três partes considerarem adequado em Abu Dhabi, hoje e amanhã”, disse Zelensky em coletiva de imprensa on-line. Antes do encontro desta sexta, a Rússia voltou a exigir a anexação de toda a região de Donbas. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que as tropas da Ucrânia devem se retirar da região em qualquer modalidade de acordo para que Vladimir Putin concorde em finalizar a guerra. “É bem conhecido que a posição da Rússia é que a Ucrânia e as Forças Armadas ucranianas devem deixar Donbas. Esta é uma condição muito importante”, afirmou Peskov. Ainda não se sabe, até a última atualização desta reportagem, todos os detalhes das negociações em Abu Dhabi, apenas que ela não envolve, em um primeiro momento, os líderes dos três países. Reuniões Trump-Zelensky e Witkoff-Putin O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tiveram uma reunião às margens do Fórum Econômico Mundial, em Davos, nesta quinta-feira (22) para discutir o fim da guerra da Ucrânia. O encontro durou cerca de uma hora, segundo a Casa Branca. Segundo Zelensky, os Emirados Árabes Unidos devem sediar reuniões "trilaterais" ainda esta semana entre representantes ucranianos, americanos e russos. O ucraniano não deu detalhes sobre o formato das reuniões, nem esclareceu se ucranianos e russos negociariam diretamente. "Estas serão as primeiras reuniões trilaterais nos Emirados. Elas acontecerão amanhã e depois de amanhã", disse Zelensky após discursar no Fórum de Davos, na Suíça. "Os russos devem estar preparados para chegar a compromissos", acrescentou. Zelensky afirmou ainda que chegou a um acordo com Trump sobre as garantias de segurança que os Estados Unidos oferecerão à Ucrânia em caso de fim da guerra com a Rússia. "Eu, o presidente americano e sua equipe afirmamos que as garantias de segurança estão prontas", disse a jornalistas em Davos. "O documento precisa ser assinado pelas partes", acrescentou. No entanto, ele reconheceu que outra questão fundamental nas negociações para um acordo de paz com a Rússia - a administração do leste da Ucrânia parcialmente ocupado - "ainda não foi resolvida". Já Trump falou rapidamente com jornalistas após o encontro com Zelensky e disse que a reunião foi "muito boa" e que "a guerra precisa acabar", sem dar mais detalhes. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, e o presidente dos EUA, Donald Trump, apertam as mãos durante reunião à margem do 56º Fórum Econômico Mundial (WEF), em Davos Serviço de Imprensa da Presidência da Ucrânia/Divulgação via REUTERS Documentos estão quase prontos Zelensky afirmou em um post na rede social X que ele e Trump discutiram o fornecimento de equipamentos de defesa aérea e o progresso nas negociações de paz, e que os documentos para encerrar a guerra com a Rússia estão quase prontos. O presidente ucraniano disse que o que descreve as garantias de segurança dos EUA para a Ucrânia foi concluído, mas que as questões territoriais ainda não foram resolvidas. Também seguiu a linha de Trump e fez críticas aos aliados europeus. "A Europa continua sendo um caleidoscópio fragmentado de pequenas e médias potências. O problema é a mentalidade. Só ações criam uma ordem real. A Europa pode e deve ser uma ordem global e precisa da independência da Ucrânia para amanhã poder se defender". Ao falar dos ataques russos contra a infraestrutura de seu país, o ucraniano também acusou a Rússia de tentar "congelar os ucranianos até a morte". Encontro em Moscou Também nesta quinta-feira, o enviado especial de Trump para a guerra da Ucrânia, Steve Witkoff, se encontrará com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou, como parte das negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia. Witkoff indicou que um acordo pode estar próximo, sem dar mais detalhes. Segundo ele, "falta apenas uma questão entre Ucrânia e Rússia" para ser resolvida. Trump também sugeriu nesta quinta que a negociação para encerrar a guerra pode ter avançado -porém, ele já disse isso outras vezes no passado. "Terminamos com oito guerras, e acredito que o fim de outra esteja vindo muito em breve", disse o presidente norte-americano. LEIA TAMBÉM: Trump lança oficialmente 'Conselho da Paz' em Davos com críticas à ONU: 'Eu nunca nem falei com eles' Otan e Dinamarca negam terem oferecido soberania da Groenlândia a Trump Trump revela plano para reconstrução de Gaz

Trump lança "Conselho da Paz" em Davos Estados Unidos, Ucrânia e Rússia iniciam nesta sexta-feira (23) a primeira reunião trilateral para negociar o fim da guerra entre os dois países europeus, que está prestes a completar quatro anos. A cúpula em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, vai até sábado. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta sexta a jornalistas que as equipes de negociação dos três países discutirão o controle territorial da região de Donbas, no leste da Ucrânia. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp “O Donbas é uma questão central. Ele será discutido no formato que as três partes considerarem adequado em Abu Dhabi, hoje e amanhã”, disse Zelensky em coletiva de imprensa on-line. Antes do encontro desta sexta, a Rússia voltou a exigir a anexação de toda a região de Donbas. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que as tropas da Ucrânia devem se retirar da região em qualquer modalidade de acordo para que Vladimir Putin concorde em finalizar a guerra. “É bem conhecido que a posição da Rússia é que a Ucrânia e as Forças Armadas ucranianas devem deixar Donbas. Esta é uma condição muito importante”, afirmou Peskov. Ainda não se sabe, até a última atualização desta reportagem, todos os detalhes das negociações em Abu Dhabi, apenas que ela não envolve, em um primeiro momento, os líderes dos três países. Reuniões Trump-Zelensky e Witkoff-Putin O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tiveram uma reunião às margens do Fórum Econômico Mundial, em Davos, nesta quinta-feira (22) para discutir o fim da guerra da Ucrânia. O encontro durou cerca de uma hora, segundo a Casa Branca. Segundo Zelensky, os Emirados Árabes Unidos devem sediar reuniões "trilaterais" ainda esta semana entre representantes ucranianos, americanos e russos. O ucraniano não deu detalhes sobre o formato das reuniões, nem esclareceu se ucranianos e russos negociariam diretamente. "Estas serão as primeiras reuniões trilaterais nos Emirados. Elas acontecerão amanhã e depois de amanhã", disse Zelensky após discursar no Fórum de Davos, na Suíça. "Os russos devem estar preparados para chegar a compromissos", acrescentou. Zelensky afirmou ainda que chegou a um acordo com Trump sobre as garantias de segurança que os Estados Unidos oferecerão à Ucrânia em caso de fim da guerra com a Rússia. "Eu, o presidente americano e sua equipe afirmamos que as garantias de segurança estão prontas", disse a jornalistas em Davos. "O documento precisa ser assinado pelas partes", acrescentou. No entanto, ele reconheceu que outra questão fundamental nas negociações para um acordo de paz com a Rússia - a administração do leste da Ucrânia parcialmente ocupado - "ainda não foi resolvida". Já Trump falou rapidamente com jornalistas após o encontro com Zelensky e disse que a reunião foi "muito boa" e que "a guerra precisa acabar", sem dar mais detalhes. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, e o presidente dos EUA, Donald Trump, apertam as mãos durante reunião à margem do 56º Fórum Econômico Mundial (WEF), em Davos Serviço de Imprensa da Presidência da Ucrânia/Divulgação via REUTERS Documentos estão quase prontos Zelensky afirmou em um post na rede social X que ele e Trump discutiram o fornecimento de equipamentos de defesa aérea e o progresso nas negociações de paz, e que os documentos para encerrar a guerra com a Rússia estão quase prontos. O presidente ucraniano disse que o que descreve as garantias de segurança dos EUA para a Ucrânia foi concluído, mas que as questões territoriais ainda não foram resolvidas. Também seguiu a linha de Trump e fez críticas aos aliados europeus. "A Europa continua sendo um caleidoscópio fragmentado de pequenas e médias potências. O problema é a mentalidade. Só ações criam uma ordem real. A Europa pode e deve ser uma ordem global e precisa da independência da Ucrânia para amanhã poder se defender". Ao falar dos ataques russos contra a infraestrutura de seu país, o ucraniano também acusou a Rússia de tentar "congelar os ucranianos até a morte". Encontro em Moscou Também nesta quinta-feira, o enviado especial de Trump para a guerra da Ucrânia, Steve Witkoff, se encontrará com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou, como parte das negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia. Witkoff indicou que um acordo pode estar próximo, sem dar mais detalhes. Segundo ele, "falta apenas uma questão entre Ucrânia e Rússia" para ser resolvida. Trump também sugeriu nesta quinta que a negociação para encerrar a guerra pode ter avançado -porém, ele já disse isso outras vezes no passado. "Terminamos com oito guerras, e acredito que o fim de outra esteja vindo muito em breve", disse o presidente norte-americano. LEIA TAMBÉM: Trump lança oficialmente 'Conselho da Paz' em Davos com críticas à ONU: 'Eu nunca nem falei com eles' Otan e Dinamarca negam terem oferecido soberania da Groenlândia a Trump Trump revela plano para reconstrução de Gaza: 'Ótima locação para o mercado imobiliário' Presidentes dos EUA, Donald Trump, e da Ucrânia, Volodomyr Zelensky. Kevin Lamarque/Reuters Veja os vídeos que estão em alta no g1
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