Eleições em Israel: urnas são fechadas, e pesquisas de boca de urna indicam impasse
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sai de cabine de votação durante eleições gerais de Israel, em Jerusalém, em 27 de outubro de 2026. Yonatan Sindel/ Reuters As urnas fecahram em Israel, que teve suas primeiras eleições gerais no país desde o início da guerra na Faixa de Gaza nesta terça-feira (27). Segundo as pesquisas de boca de urna divulgadas pelas principais redes de televisão, o pleito terminou com um aparente impasse. Os levantamentos indicam que nem o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nem seu principal adversário, Gadi Eisenkot, devem conquistar maioria no Parlamento, que tem 120 cadeiras. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp SANDRA COHEN: Eleição em Israel equivale a julgamento popular de Netanyahu O resultado pode favorecer Netanyahu e permitir que ele permaneça no poder como chefe de um governo interino enquanto os partidos tentam formar uma coalizão. A apuração final pode levar dias, e a fragmentação política do país dá às legendas menores um papel decisivo na formação de uma maioria. Com a popularidade em baixa e alvo de processos na Justiça israelense e um de mandado de prisão internacional, Netanyahu tenta se reeleger. No entanto, chega às eleições em desvantagem e corre o risco de perder o posto, embora nenhum outro partido mostre força suficiente para tomar o cargo. ➡️Os israelenses foram às urnas nesta terça para eleger os 120 deputados que compõem o Knesset, como é chamado o Parlamento israelense. Em Israel, um partido precisa ocupar pelo menos 61 assentos na Casa para obter maioria e, então, indicar quem será o primeiro-ministro. Mas, pelas pesquisas de intenção de voto, a sigla de Netanyahu teria entre 20 e 30 cadeiras, praticamente empatada com o Yashar - partido de seu ex-chefe das Forças Armadas e atual opositor, Gadi Eisenkot. Agora no g1 Mesmo uma coalizão com outras siglas -- que Netanyahu usou para formar seu último governo --, pode ser insuficiente para garantir a maioria. Isso porque a soma dos partidos da atual coalizão que governa Israel não deve completar os 61 assentos, de acordo com as pesquisas. Um desses partidos é a sigla da extrema direita Otzma Yehudit, do polêmico Itamar Ben-Gvir, atual ministro de Segurança Nacional de Netanyahu. Principal braço da coalizão do governo israelense, o partido não deve chegar a 9 assentos. O que deixa o cenário ainda mais incerto é que as forças de oposição também não conseguem alcançar a maioria mínima para formar governo, segundo as intenções de voto. O líder do partido Yashar, Gadi Eisenkot, também ex-chefe das Forças Armadas de Israel, agita bandeira após falar em comício em Tel Aviv, em 25 de outubro de 2026. David Goldman/ AP Caso nenhuma força política consiga reunir os assentos mínimos, o país pode ter de repetir eleições e mergulhar na mesma espiral de alguns anos atrás, quando fez cinco eleições, até que, no fim de 2022, Netanyahu garantiu a maioria com uma decisão controversa. Na ocasião, ele topou aliança com o partido de Ben Gvir, da extrema direita, em uma parceria vista por vários especialistas como um dos fatores propulsores da guerra. Isso porque Ben Gvir, que virou ministro, fez forte pressão para que Netanyahu sufocasse palestinos na Cisjordânia, permitindo novos assentamentos ilegais de judeus. O ministro também já defendeu a ocupação total da Faixa de Gaza. Outdoor de campanha de Benjamin Netanyahu para as eleições do país mostra premiê israelense ao lado de Donald Trump e sobre a frase: 'Nós temos uma chance para vencer', em Tel Aviv, 26 de outubro de 2026. Oded Balilty/ AP Narrativa bélica 7 de outubro é tema central das eleições de Israel Para tentar capitanear eleitores indecisos, Netanyahu insiste no discurso da guerra, que ainda tem apoio expressivo dentro de Israel. Embora o conflito em Gaza tenha desgastado internamente o premiê, a guerra que ele trava contra o Irã renovou o apoio popular a ofensivas israelenses.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sai de cabine de votação durante eleições gerais de Israel, em Jerusalém, em 27 de outubro de 2026. Yonatan Sindel/ Reuters As urnas fecahram em Israel, que teve suas primeiras eleições gerais no país desde o início da guerra na Faixa de Gaza nesta terça-feira (27). Segundo as pesquisas de boca de urna divulgadas pelas principais redes de televisão, o pleito terminou com um aparente impasse. Os levantamentos indicam que nem o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nem seu principal adversário, Gadi Eisenkot, devem conquistar maioria no Parlamento, que tem 120 cadeiras. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp SANDRA COHEN: Eleição em Israel equivale a julgamento popular de Netanyahu O resultado pode favorecer Netanyahu e permitir que ele permaneça no poder como chefe de um governo interino enquanto os partidos tentam formar uma coalizão. A apuração final pode levar dias, e a fragmentação política do país dá às legendas menores um papel decisivo na formação de uma maioria. Com a popularidade em baixa e alvo de processos na Justiça israelense e um de mandado de prisão internacional, Netanyahu tenta se reeleger. No entanto, chega às eleições em desvantagem e corre o risco de perder o posto, embora nenhum outro partido mostre força suficiente para tomar o cargo. ➡️Os israelenses foram às urnas nesta terça para eleger os 120 deputados que compõem o Knesset, como é chamado o Parlamento israelense. Em Israel, um partido precisa ocupar pelo menos 61 assentos na Casa para obter maioria e, então, indicar quem será o primeiro-ministro. Mas, pelas pesquisas de intenção de voto, a sigla de Netanyahu teria entre 20 e 30 cadeiras, praticamente empatada com o Yashar - partido de seu ex-chefe das Forças Armadas e atual opositor, Gadi Eisenkot. Agora no g1 Mesmo uma coalizão com outras siglas -- que Netanyahu usou para formar seu último governo --, pode ser insuficiente para garantir a maioria. Isso porque a soma dos partidos da atual coalizão que governa Israel não deve completar os 61 assentos, de acordo com as pesquisas. Um desses partidos é a sigla da extrema direita Otzma Yehudit, do polêmico Itamar Ben-Gvir, atual ministro de Segurança Nacional de Netanyahu. Principal braço da coalizão do governo israelense, o partido não deve chegar a 9 assentos. O que deixa o cenário ainda mais incerto é que as forças de oposição também não conseguem alcançar a maioria mínima para formar governo, segundo as intenções de voto. O líder do partido Yashar, Gadi Eisenkot, também ex-chefe das Forças Armadas de Israel, agita bandeira após falar em comício em Tel Aviv, em 25 de outubro de 2026. David Goldman/ AP Caso nenhuma força política consiga reunir os assentos mínimos, o país pode ter de repetir eleições e mergulhar na mesma espiral de alguns anos atrás, quando fez cinco eleições, até que, no fim de 2022, Netanyahu garantiu a maioria com uma decisão controversa. Na ocasião, ele topou aliança com o partido de Ben Gvir, da extrema direita, em uma parceria vista por vários especialistas como um dos fatores propulsores da guerra. Isso porque Ben Gvir, que virou ministro, fez forte pressão para que Netanyahu sufocasse palestinos na Cisjordânia, permitindo novos assentamentos ilegais de judeus. O ministro também já defendeu a ocupação total da Faixa de Gaza. Outdoor de campanha de Benjamin Netanyahu para as eleições do país mostra premiê israelense ao lado de Donald Trump e sobre a frase: 'Nós temos uma chance para vencer', em Tel Aviv, 26 de outubro de 2026. Oded Balilty/ AP Narrativa bélica 7 de outubro é tema central das eleições de Israel Para tentar capitanear eleitores indecisos, Netanyahu insiste no discurso da guerra, que ainda tem apoio expressivo dentro de Israel. Embora o conflito em Gaza tenha desgastado internamente o premiê, a guerra que ele trava contra o Irã renovou o apoio popular a ofensivas israelenses.
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