Eleições no Peru: diferença entre Sanchez e Fujimori segue menor que 1 ponto percentual

A eleição no Peru entra no quarto dia de apuração Os candidatos Roberto Sánchez, da Juntos pelo Peru, e Keiko Fujimori, da Força Popular, disputam voto a voto a eleição presidencial no Peru. A votação foi no domingo (7) e a apuração segue em curso. Às 10h30 desta quarta-feira (10), três dias após os peruanos votarem no segundo turno, com mais de 97% das urnas apuradas, a diferença entre os dois candidatos é de menos de um ponto percentual. O deputado de esquerda está à frente com 50,055% dos votos e a conservadora tem 49,945%. Veja, abaixo, a linha do tempo da apuração: Linha do tempo da apuração das eleições presidenciais do Peru às 6h30 do dia 10 de junho Arte g1 Os primeiros dados oficiais da apuração foram divulgados por volta das 22h de domingo (7) pelo órgão eleitoral peruano: Keiko Fujimori largou na frente, cinco pontos percentuais à frente de Roberto Sánchez. A diferença entre os dois foi diminuindo à medida que a apuração avançava. Por volta das 7h de segunda-feira (8), Keiko tinha menos de um ponto de vantagem sobre Sánchez. Às 13h07 de segunda, no horário local, o candidato da Juntos pelo Peru ultrapassou Keiko. Desde então, Sánchez se mantém à frente. Nesta quarta, 98,207% das urnas do Peru, já haviam sido abertas e contabilizadas. Já no exterior, a apuração está em 67,36%, com Keiko Fujimori bem à frente do adversário, com 62,46% dos votos contra 37,54%. A autoridade eleitoral informou que a divulgação do resultado final pode demorar dias. A votação no Peru é feita com cédulas de papel. O país tem 27,33 milhões de eleitores aptos a votar. Agora no g1 Confira no mapa o desempenho dos candidatos em cada região peruana nesta terça-feira (9): Mapa mostra votação de Roberto Sánchez e Keiko Fujimori em cada região do Peru. Arte/g1 Perfil dos candidatos Keiko Fujimori concorre pelo partido Força Popular, legenda que fundou em 2008 para liderar a corrente fujimorista. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, a candidata disputa a presidência pela quarta vez, tendo sido derrotada no segundo turno nas eleições de 2011, 2016 e 2021. Na votação de primeiro turno em 2026, Keiko obteve 17,2% dos votos válidos. Keiko Fujimori (à esquerda) e Roberto Sánchez (à direita). Stifs Paucca e Angela Ponce / Reuters O deputado Roberto Sánchez, do Juntos pelo Peru, chegou ao segundo turno após obter 12% dos votos no primeiro turno. A base de apoio de Sánchez é identificada majoritariamente em zonas rurais e áreas afastadas das regiões urbanas. Histórico e contexto eleitoral As eleições de 2026 registraram um recorde de 35 candidatos à presidência no primeiro turno. O processo ocorre em um cenário no qual o Peru registrou 9 presidentes em 10 anos, sendo que os mandatos constitucionais deveriam ser de cinco anos. Dados de pesquisas indicam que 90% dos peruanos manifestam pouca ou nenhuma confiança no governo e no Congresso Nacional. Além disso, apenas 10% dos peruanos afirmam estar satisfeitos com a democracia no país, situação que pesquisadores classificam como uma "desconfiança crônica".

Jun 10, 2026 - 12:00
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Eleições no Peru: diferença entre Sanchez e Fujimori segue menor que 1 ponto percentual

A eleição no Peru entra no quarto dia de apuração Os candidatos Roberto Sánchez, da Juntos pelo Peru, e Keiko Fujimori, da Força Popular, disputam voto a voto a eleição presidencial no Peru. A votação foi no domingo (7) e a apuração segue em curso. Às 10h30 desta quarta-feira (10), três dias após os peruanos votarem no segundo turno, com mais de 97% das urnas apuradas, a diferença entre os dois candidatos é de menos de um ponto percentual. O deputado de esquerda está à frente com 50,055% dos votos e a conservadora tem 49,945%. Veja, abaixo, a linha do tempo da apuração: Linha do tempo da apuração das eleições presidenciais do Peru às 6h30 do dia 10 de junho Arte g1 Os primeiros dados oficiais da apuração foram divulgados por volta das 22h de domingo (7) pelo órgão eleitoral peruano: Keiko Fujimori largou na frente, cinco pontos percentuais à frente de Roberto Sánchez. A diferença entre os dois foi diminuindo à medida que a apuração avançava. Por volta das 7h de segunda-feira (8), Keiko tinha menos de um ponto de vantagem sobre Sánchez. Às 13h07 de segunda, no horário local, o candidato da Juntos pelo Peru ultrapassou Keiko. Desde então, Sánchez se mantém à frente. Nesta quarta, 98,207% das urnas do Peru, já haviam sido abertas e contabilizadas. Já no exterior, a apuração está em 67,36%, com Keiko Fujimori bem à frente do adversário, com 62,46% dos votos contra 37,54%. A autoridade eleitoral informou que a divulgação do resultado final pode demorar dias. A votação no Peru é feita com cédulas de papel. O país tem 27,33 milhões de eleitores aptos a votar. Agora no g1 Confira no mapa o desempenho dos candidatos em cada região peruana nesta terça-feira (9): Mapa mostra votação de Roberto Sánchez e Keiko Fujimori em cada região do Peru. Arte/g1 Perfil dos candidatos Keiko Fujimori concorre pelo partido Força Popular, legenda que fundou em 2008 para liderar a corrente fujimorista. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, a candidata disputa a presidência pela quarta vez, tendo sido derrotada no segundo turno nas eleições de 2011, 2016 e 2021. Na votação de primeiro turno em 2026, Keiko obteve 17,2% dos votos válidos. Keiko Fujimori (à esquerda) e Roberto Sánchez (à direita). Stifs Paucca e Angela Ponce / Reuters O deputado Roberto Sánchez, do Juntos pelo Peru, chegou ao segundo turno após obter 12% dos votos no primeiro turno. A base de apoio de Sánchez é identificada majoritariamente em zonas rurais e áreas afastadas das regiões urbanas. Histórico e contexto eleitoral As eleições de 2026 registraram um recorde de 35 candidatos à presidência no primeiro turno. O processo ocorre em um cenário no qual o Peru registrou 9 presidentes em 10 anos, sendo que os mandatos constitucionais deveriam ser de cinco anos. Dados de pesquisas indicam que 90% dos peruanos manifestam pouca ou nenhuma confiança no governo e no Congresso Nacional. Além disso, apenas 10% dos peruanos afirmam estar satisfeitos com a democracia no país, situação que pesquisadores classificam como uma "desconfiança crônica".

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