Falta de protetor solar no inverno prejudica tratamentos estéticos
A ausência de fotoproteção nos dias frios estimula manchas e compromete a cicatrização da pele sensibilizada por procedimentos
Muitos pacientes que realizam tratamentos de beleza nesta época do ano estão sabotando seus próprios resultados em clínicas e consultórios ao abandonarem o uso diário do protetor solar durante o inverno. Motivadas pela falsa sensação de segurança trazida pelas baixas temperaturas, as pessoas deixam de aplicar o produto no rosto, o que acaba gerando inflamações crônicas, escurecimento de cicatrizes e o surgimento de melasma.
A radiação ultravioleta do tipo UVA permanece intensa mesmo nos dias nublados, agredindo a barreira cutânea que já se encontra fragilizada pelo clima seco e pelos banhos quentes, o que anula os efeitos benéficos de lasers e peelings.
Entenda
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Falsa segurança: a redução do calor não diminui a presença dos raios UVA, que continuam danificando a pele durante todo o inverno.
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Riscos aos procedimentos: tratamentos como laser e peeling deixam a pele sensível; a falta de proteção causa manchas e altera a cicatrização.
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Ação complementar: o hidratante facial recupera a barreira da pele contra o ressecamento, mas não substitui a proteção solar contra a radiação.
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Sucesso caseiro: o resultado final de qualquer intervenção estética depende diretamente da disciplina do paciente com a fotoproteção em casa.
O impacto direto na recuperação da pele
De acordo com a cirurgiã plástica Ana Penha Ofranti, o inverno é tradicionalmente o período mais procurado para a realização de procedimentos dermatológicos e cirúrgicos justamente pela menor exposição direta ao sol. No entanto, o erro persiste.
“Existe uma falsa sensação de segurança porque o calor diminui, mas a radiação ultravioleta continua presente durante todo o ano. Ao mesmo tempo, a pele perde hidratação, fica mais sensível e responde de forma mais intensa às agressões externas. É justamente nesse período que o protetor solar continua sendo indispensável”, explica a médica.
Essa combinação merece atenção redobrada, pois a exposição diária aos raios UVA estimula a pigmentação e interfere na recuperação.

Hidratação e fotoproteção andam juntas
Outro equívoco comum apontado pela especialista é substituir o protetor solar pelo hidratante, acreditando que apenas combater o ressecamento do inverno é suficiente. Ana Penha esclarece que os dois produtos desempenham papéis completamente diferentes e complementares na rotina de cuidados diários.
“O hidratante recupera a barreira da pele, reduz o ressecamento e melhora o conforto cutâneo. Já o protetor solar evita que a radiação continue estimulando inflamação, pigmentação e envelhecimento precoce. Não é uma escolha entre um ou outro. Quem quer manter a pele saudável precisa manter os dois cuidados”, afirma.
A disciplina em casa garante o resultado
O sucesso a longo prazo de qualquer protocolo estético não termina no momento em que o paciente sai do consultório, exigindo uma postura preventiva rigorosa.
“Quem faz laser, peelings, tratamentos para manchas ou qualquer procedimento que deixe a pele mais sensível precisa entender que o resultado não depende apenas da técnica utilizada. Grande parte do sucesso do tratamento acontece em casa, com disciplina na rotina de cuidados. O protetor solar continua sendo um dos principais aliados para preservar o resultado e evitar manchas ou alterações na cicatrização”, conclui a cirurgiã.
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