Governo dos EUA é proibido de auditar impostos de Trump e pedirá desculpas ao presidente
Guerra no Irã derruba popularidade de Trump O governo dos Estados Unidos ampliou nesta terça-feira (19) um acordo judicial com o presidente Donald Trump e passou a impedir a Receita americana de prosseguir com auditorias e possíveis cobranças de impostos ligadas a investigações já abertas contra o presidente, familiares e empresas dele. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O acordo encerra uma ação de US$ 10 bilhões aberta por Trump contra a Internal Revenue Service (IRS), equivalente à Receita Federal no Brasil. O presidente acusava o órgão de responsabilidade pelo vazamento de informações confidenciais sobre os impostos que pagou ao longo dos anos. Segundo o documento divulgado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o governo fica "para sempre proibido e impedido" de examinar ou processar Trump, os filhos dele e a Trump Organization em relação a questões tributárias que já estavam sob análise. Na prática, especialistas afirmam que a medida pode limitar novas investigações sobre as finanças do presidente. À Associated Press, o Departamento de Justiça disse que a restrição vale apenas para auditorias já existentes e não impediria análises futuras. Em um entendimento separado, o governo dos Estados Unidos concordou em apresentar um pedido formal de desculpas a Trump pelo vazamento dos dados fiscais, mas não fará pagamento de indenização. O acordo foi acompanhado da criação de um fundo de quase US$ 1,8 bilhão destinado a indenizar aliados de Trump que afirmam ter sido alvo de investigações motivadas por razões políticas. A medida permitirá que pessoas peçam compensações financeiras ao governo federal. O procurador-geral interino, Todd Blanche, disse que o mecanismo cria um caminho legal para vítimas do que chamou de “uso político do sistema de Justiça” buscarem reparação. Questionado por parlamentares, ele não descartou que pessoas envolvidas na invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021 possam solicitar pagamentos. Democratas e organizações de fiscalização ética criticaram a iniciativa e afirmaram que o fundo pode se transformar em um caixa político para aliados do presidente. O líder republicano no Senado, John Thune, disse não ser “grande fã” da proposta. Trump afirmou que o fundo servirá para reembolsar pessoas que, segundo ele, foram tratadas injustamente pelo governo de Joe Biden. O ex-chefe da Receita americana durante o governo Biden, Daniel Werfel, disse nunca ter visto o órgão concordar previamente em deixar de analisar declarações de imposto de renda de uma pessoa específica. Para ele, o acordo cria regras diferentes das aplicadas ao restante dos contribuintes. "Seja você o presidente ou o Zé Encanador, as pessoas esperam que as mesmas regras tributárias e o mesmo sistema de fiscalização se apliquem a todos", afirmou. LEIA TAMBÉM Atiradores que mataram 3 pessoas em centro islâmico nos EUA se conheceram pela internet e deixaram mensagens de ódio, diz FBI Novas denúncias de violência sexual abalam o caso Epstein no Reino Unido VÍDEO: Apresentador do Irã dispara tiro de fuzil ao vivo na TV durante 'treinamento' do Exército O presidente dos EUA, Donald Trump, faz sua dancinha característica após discursar sobre impostos e previdência social em The Villages, Flórida, em 1º de maio de 2026 Jim WATSON / AFP VÍDEOS: mais assistidos do g1

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