'Irã acolhe o diálogo e não busca guerra', diz presidente iraniano em meio a ameaças de Trump
Trump pressiona Irã por acordo e Teerã devolve ameaça "O Irã acolhe o diálogo e não busca a guerra": a declaração em tom mais ameno, após dias de troca de farpas entre o governo iraniano e os Estados Unidos veio do presidente do país, Masoud Pezeshkian, nesta sexta-feira (30). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O que pode acontecer se os EUA atacarem o Irã? 7 possíveis cenários Segundo a mídia estatal iraniana, Pezeshkian conversou com o presidente dos Emirados Árabes Unidos sobre as ameaças que vem sendo feitas por Donald Trump e disse que não deseja um conflito. Porém afirmou que, caso o Irã seja atacado, "responderá imediata e decisivamente a qualquer agressão". O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian IRIB/via Reuters TV/Divulgação via REUTERS O Irã é uma república teocrática, que une princípios religiosos aos do governo, por isso, apesar de ter um presidente, o aiatolá é o líder supremo do Irã. Atualmente, o cargo é ocupado por Ali Khamenei. Na quarta-feira (28), quando o conflito entre o país e os EUA escalou após um post do presidente americano, Donald Trump, se gabando da "enorme armada" que está a caminho do Oriente Médio após sua ordem. Um alto funcionário do governo iraniano, o conselheiro sênior do khamenei Ali Shamkhani, já havia garantido então que qualquer ataque dos EUA será considerado o início de uma guerra. "Um ataque limitado é uma ilusão. Qualquer ação militar dos EUA , de qualquer origem e em qualquer nível, será considerada o início de uma guerra , e sua resposta será imediata, abrangente e sem precedentes, visando o agressor, o coração de Tel Aviv e todos os apoiadores do agressor", declarou. Antes dele, outros representantes de Teerã já haviam se pronunciado. O perfil oficial da missão do Irã junto à ONU disse que o país está pronto para o diálogo, mas não deixará de se defender: "O Irã está pronto para o diálogo baseado no respeito mútuo e nos interesses comuns, mas se pressionado, se defenderá e responderá como nunca antes". Ali Khamenei e Donald Trump Gabinete do Líder Supremo do Irã via AP; AP Photo/Evan Vucci EUA X Irã Em seu post em uma rede social, Trump também relembrou a grande operação realizada pelos EUA em parceria com Israel no país em junho do ano passado, quando três instalações nucleares do país foram bombardeadas. Disse que um novo ataque ao país será "muito pior" e que o "tempo está se esgotando": "Esperamos que o Irã se sente à mesa de negociações o mais breve possível e chegue a um acordo justo e equitativo – sem armas nucleares - um acordo que seja bom para todas as partes. O tempo está se esgotando, é realmente essencial! Como eu disse ao Irã uma vez, façam um acordo! Eles não fizeram e houve a “Operação Martelo da Meia-Noite”, uma grande destruição do Irã. O próximo ataque será muito pior! Não deixem isso acontecer novamente". No começo do mês, Trump já havia feito ameaças ao Irã devido ao grande número de mortes causadas pela repressão do governo aos protestos que estão acontecendo no país. Ele chegou a dizer que a ajuda estava "a caminho", mas as tensões enfraqueceram após as autoridades iranianas desistirem das execuções de manifestantes presos que estariam sendo planejadas. Segundo ativistas, a repressão sangrenta do Irã contra protestos em todo o país matou pelo menos 6.159 pessoas até o momento. De acordo com uma reportagem do jornal "The New York Times", Trump está considerando uma ampla gama de opções militares para utilizar contra o Irã e enfraquecer o regime Khamenei, mas ainda não tomou uma decisão. O conjunto atual de opções incluiria bombardeios e até a possibilidade de forças americanas realizarem operações especiais encobertas em locais dentro do Irã. Nos últimos dias, Trump também vem ponderando se uma mudança de regime seria uma opção viável, afirmou a reportagem. LEIA TAMBÉM: Protestos ou acordo nuclear? Trump silencia sobre as manifestações em nova ameaça de ataque ao Irã Trump considera atacar líderes do Irã para estimular manifestantes a derrubar o regime, diz agência VÍDEOS: mais assistidos do g1

Trump pressiona Irã por acordo e Teerã devolve ameaça "O Irã acolhe o diálogo e não busca a guerra": a declaração em tom mais ameno, após dias de troca de farpas entre o governo iraniano e os Estados Unidos veio do presidente do país, Masoud Pezeshkian, nesta sexta-feira (30). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O que pode acontecer se os EUA atacarem o Irã? 7 possíveis cenários Segundo a mídia estatal iraniana, Pezeshkian conversou com o presidente dos Emirados Árabes Unidos sobre as ameaças que vem sendo feitas por Donald Trump e disse que não deseja um conflito. Porém afirmou que, caso o Irã seja atacado, "responderá imediata e decisivamente a qualquer agressão". O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian IRIB/via Reuters TV/Divulgação via REUTERS O Irã é uma república teocrática, que une princípios religiosos aos do governo, por isso, apesar de ter um presidente, o aiatolá é o líder supremo do Irã. Atualmente, o cargo é ocupado por Ali Khamenei. Na quarta-feira (28), quando o conflito entre o país e os EUA escalou após um post do presidente americano, Donald Trump, se gabando da "enorme armada" que está a caminho do Oriente Médio após sua ordem. Um alto funcionário do governo iraniano, o conselheiro sênior do khamenei Ali Shamkhani, já havia garantido então que qualquer ataque dos EUA será considerado o início de uma guerra. "Um ataque limitado é uma ilusão. Qualquer ação militar dos EUA , de qualquer origem e em qualquer nível, será considerada o início de uma guerra , e sua resposta será imediata, abrangente e sem precedentes, visando o agressor, o coração de Tel Aviv e todos os apoiadores do agressor", declarou. Antes dele, outros representantes de Teerã já haviam se pronunciado. O perfil oficial da missão do Irã junto à ONU disse que o país está pronto para o diálogo, mas não deixará de se defender: "O Irã está pronto para o diálogo baseado no respeito mútuo e nos interesses comuns, mas se pressionado, se defenderá e responderá como nunca antes". Ali Khamenei e Donald Trump Gabinete do Líder Supremo do Irã via AP; AP Photo/Evan Vucci EUA X Irã Em seu post em uma rede social, Trump também relembrou a grande operação realizada pelos EUA em parceria com Israel no país em junho do ano passado, quando três instalações nucleares do país foram bombardeadas. Disse que um novo ataque ao país será "muito pior" e que o "tempo está se esgotando": "Esperamos que o Irã se sente à mesa de negociações o mais breve possível e chegue a um acordo justo e equitativo – sem armas nucleares - um acordo que seja bom para todas as partes. O tempo está se esgotando, é realmente essencial! Como eu disse ao Irã uma vez, façam um acordo! Eles não fizeram e houve a “Operação Martelo da Meia-Noite”, uma grande destruição do Irã. O próximo ataque será muito pior! Não deixem isso acontecer novamente". No começo do mês, Trump já havia feito ameaças ao Irã devido ao grande número de mortes causadas pela repressão do governo aos protestos que estão acontecendo no país. Ele chegou a dizer que a ajuda estava "a caminho", mas as tensões enfraqueceram após as autoridades iranianas desistirem das execuções de manifestantes presos que estariam sendo planejadas. Segundo ativistas, a repressão sangrenta do Irã contra protestos em todo o país matou pelo menos 6.159 pessoas até o momento. De acordo com uma reportagem do jornal "The New York Times", Trump está considerando uma ampla gama de opções militares para utilizar contra o Irã e enfraquecer o regime Khamenei, mas ainda não tomou uma decisão. O conjunto atual de opções incluiria bombardeios e até a possibilidade de forças americanas realizarem operações especiais encobertas em locais dentro do Irã. Nos últimos dias, Trump também vem ponderando se uma mudança de regime seria uma opção viável, afirmou a reportagem. LEIA TAMBÉM: Protestos ou acordo nuclear? Trump silencia sobre as manifestações em nova ameaça de ataque ao Irã Trump considera atacar líderes do Irã para estimular manifestantes a derrubar o regime, diz agência VÍDEOS: mais assistidos do g1
What's Your Reaction?