Israel anuncia novos ataques à capital do Líbano e provoca fuga em massa; VÍDEO
Libaneses fogem após avisos de Israel sobre novos ataques a Beirute Israel anunciou novos ataques aos subúrbios ao sul de Beirute, a capital do Líbano, nesta segunda-feira (1º). Em um comunicado conjunto, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, disseram que deram "instruções ao Exército para atacar alvos terroristas" do grupo extremista Hezbollah. O ministro da Defesa de Israel afirmou que "não haverá calma em Beirute" se os ataques do Hezbollah continuarem e prometeu estabelecer uma zona controlada pelos militares na área do rio Litani, no sul do Líbano: "A região de Dahiyeh, em Beirute, não é diferente das comunidades no norte de Israel: se não houver calma no norte, não haverá calma em Beirute. Ao mesmo tempo, as Forças de Defesa de Israel continuam a operar com fogo e manobras contra os terroristas e a infraestrutura do Hezbollah no Líbano a fim de afastar as ameaças das forças das Forças de Defesa de Israel e dos residentes do Estado de Israel, e transformar a área de Litani em uma zona sob controle de segurança das Forças de Defesa de Israel, livre de armas e terroristas". A ofensiva israelense dificulta ainda mais as negociações já complicadas entre os Estados Unidos e o Irã para tentar acabar com a guerra no Oriente Médio. Teerã reiterou nesta segunda-feira que qualquer acordo com Washington dependerá da implementação de um cssar-fogo efetivo no Líbano. Após o anúncio do governo israelense, centenas de famílias começaram a abandonar a periferia sul de Beirute, a pé, de moto ou em veículos. "Partimos imediatamente, os avisos provocaram pânico geral", contou um jovem de 24 anos que se identificou como Hadi. Naji Musulmani, de 61 anos, um dos libaneses que abandoaram suas casas, disse que estava a caminho de Trípoli, a capital da Líbia, e lamentou: "Esta é a terceira vez que somos deslocados... mudando de um lugar para outro". Trânsito intenso em uma estrada enquanto pessoas fogem dos subúrbios do sul de Beirute, após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenar que os militares atacassem alvos nos subúrbios REUTERS/Mohamed Azakir A pedido da França, uma sessão do Conselho de Segurança da ONU foi convocada. O presidente francês, Emmanuel Macron, diz que "nada justifica a grande escalada em curso no sul do Líbano". Israel e Líbano anunciaram uma trégua em 17 de abril, mas o cessar-fogo nunca foi respeitado. O Estado hebreu afirma que a ofensiva no Líbano pretende "esmagar" o grupo xiita Hezbollah, que, como aliado do Irã, retomou as hostilidades em 2 de março como forma de solidariedade a Teerã, alvo de uma ofensiva israelense-americana. Nos últimos dias, o Exército israelense avançou em sua ofensiva no sul do Líbano, enquanto prossegue com os bombardeios aéreos. Várias localidades da região foram arrasadas, segundo moradores, e as denúncias foram comprovadas por imagens de satélite. Neste domingo (31), Israel reivindicou a tomada da estratégica fortaleza de Beaufort, no sul do Líbano, que qualificou como um "ponto de inflexão decisivo" nas operações. A fortaleza de Beaufort está localizada em uma elevação rochosa que domina o sul do Líbano e parte do norte de Israel. O local tem importância estratégica e simbólica, pois serviu de base para as forças israelenses durante as duas décadas de ocupação do sul do Líbano, que terminaram no ano 2000 sob pressão do Hezbollah. Na semana passada, as Forças Armadas israelenses declararam uma zona de combate em todo o território libanês situado ao sul do rio Zahrani, a quase 40 km da fronteira entre os dois países. A barreira natural fica muito além do rio Litani, a cerca de 30 km, e que as tropas israelenses atravessaram, anunciou na sexta-feira o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Além disso, sua captura abre caminho para um avanço do Exército israelense em direção à região de Nabatiyeh, mais ao norte. Uma nova rodada de conversações entre Líbano e Israel, que não mantêm relações diplomáticas, está prevista para terça e quarta-feira em Washington.

Libaneses fogem após avisos de Israel sobre novos ataques a Beirute Israel anunciou novos ataques aos subúrbios ao sul de Beirute, a capital do Líbano, nesta segunda-feira (1º). Em um comunicado conjunto, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, disseram que deram "instruções ao Exército para atacar alvos terroristas" do grupo extremista Hezbollah. O ministro da Defesa de Israel afirmou que "não haverá calma em Beirute" se os ataques do Hezbollah continuarem e prometeu estabelecer uma zona controlada pelos militares na área do rio Litani, no sul do Líbano: "A região de Dahiyeh, em Beirute, não é diferente das comunidades no norte de Israel: se não houver calma no norte, não haverá calma em Beirute. Ao mesmo tempo, as Forças de Defesa de Israel continuam a operar com fogo e manobras contra os terroristas e a infraestrutura do Hezbollah no Líbano a fim de afastar as ameaças das forças das Forças de Defesa de Israel e dos residentes do Estado de Israel, e transformar a área de Litani em uma zona sob controle de segurança das Forças de Defesa de Israel, livre de armas e terroristas". A ofensiva israelense dificulta ainda mais as negociações já complicadas entre os Estados Unidos e o Irã para tentar acabar com a guerra no Oriente Médio. Teerã reiterou nesta segunda-feira que qualquer acordo com Washington dependerá da implementação de um cssar-fogo efetivo no Líbano. Após o anúncio do governo israelense, centenas de famílias começaram a abandonar a periferia sul de Beirute, a pé, de moto ou em veículos. "Partimos imediatamente, os avisos provocaram pânico geral", contou um jovem de 24 anos que se identificou como Hadi. Naji Musulmani, de 61 anos, um dos libaneses que abandoaram suas casas, disse que estava a caminho de Trípoli, a capital da Líbia, e lamentou: "Esta é a terceira vez que somos deslocados... mudando de um lugar para outro". Trânsito intenso em uma estrada enquanto pessoas fogem dos subúrbios do sul de Beirute, após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenar que os militares atacassem alvos nos subúrbios REUTERS/Mohamed Azakir A pedido da França, uma sessão do Conselho de Segurança da ONU foi convocada. O presidente francês, Emmanuel Macron, diz que "nada justifica a grande escalada em curso no sul do Líbano". Israel e Líbano anunciaram uma trégua em 17 de abril, mas o cessar-fogo nunca foi respeitado. O Estado hebreu afirma que a ofensiva no Líbano pretende "esmagar" o grupo xiita Hezbollah, que, como aliado do Irã, retomou as hostilidades em 2 de março como forma de solidariedade a Teerã, alvo de uma ofensiva israelense-americana. Nos últimos dias, o Exército israelense avançou em sua ofensiva no sul do Líbano, enquanto prossegue com os bombardeios aéreos. Várias localidades da região foram arrasadas, segundo moradores, e as denúncias foram comprovadas por imagens de satélite. Neste domingo (31), Israel reivindicou a tomada da estratégica fortaleza de Beaufort, no sul do Líbano, que qualificou como um "ponto de inflexão decisivo" nas operações. A fortaleza de Beaufort está localizada em uma elevação rochosa que domina o sul do Líbano e parte do norte de Israel. O local tem importância estratégica e simbólica, pois serviu de base para as forças israelenses durante as duas décadas de ocupação do sul do Líbano, que terminaram no ano 2000 sob pressão do Hezbollah. Na semana passada, as Forças Armadas israelenses declararam uma zona de combate em todo o território libanês situado ao sul do rio Zahrani, a quase 40 km da fronteira entre os dois países. A barreira natural fica muito além do rio Litani, a cerca de 30 km, e que as tropas israelenses atravessaram, anunciou na sexta-feira o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Além disso, sua captura abre caminho para um avanço do Exército israelense em direção à região de Nabatiyeh, mais ao norte. Uma nova rodada de conversações entre Líbano e Israel, que não mantêm relações diplomáticas, está prevista para terça e quarta-feira em Washington.
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