Juiz autoriza governo Trump a implementar medida que endurece regras para votação por correio

Voto pelo correio: como funciona e por que ele complica o resultado da eleição dos EUA Um juiz dos Estados Unidos validou a ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump que endurece as regras para a votação por correio nesta quinta-feira (28). A decisão foi tomada após o Partido Democrata entrar com uma ação contestando a medida, anunciada no dia 31 de março, argumentando que ela poderia privar milhões de eleitores do direito ao voto e que infringe o direito dos estados de regulamentar as eleições. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O decreto de Trump determina que o governo federal crie uma lista de cidadãos confirmados e elegíveis para votar em cada estado e que os estados preservem os registros relacionados às eleições por cinco anos. Ao rejeitar o pedido dos democratas por uma liminar bloqueando a medida, o juiz distrital Carl Nichols, de Washington, afirmou que o processo é prematuro, porque o governo ainda não produziu nenhuma lista de cidadania com falhas e o Serviço Postal ainda não havia implementado nenhuma nova regra. "Considerando que a ordem executiva não obriga os demandantes a fazerem nada, e que nenhuma agência agiu ainda em conformidade com a ordem de uma forma que possa prejudicar os demandantes, eles não sofreram nenhum dano até o momento", escreveu Nichols, que foi nomeado por Trump durante seu primeiro mandato. O juiz afirmou que os democratas poderiam solicitar uma nova liminar depois que as agências federais tomassem medidas para implementar a ordem executiva. A decisão judicial surge em meio à luta do Partido Republicano, o do presidente, para manter o controle de ambas as casas do Congresso americano nas eleições de meio de mandato, em novembro . A ordem executiva do governo republicano é vista por críticos como uma forma de enfraquecer o eleitorado democrata: como as votações ocorrem em dias de semana nos EUA, muitos eleitores de baixa renda — e tipicamente de oposição aos republicanos de Trump — enfrentam dificuldades para votar presencialmente. Dessa forma, muitos estados permitem que os votos sejam enviados por correspondência. Desde o começo de seu mandato, Trump critica o voto por correspondência. Há anos, ele sustenta, sem provas, que a derrota nas eleições de 2020 foi resultado de fraude eleitoral generalizada. Trump fala com repórteres de dentro do avião Kevin Lamarque/Reuters

May 28, 2026 - 08:30
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Juiz autoriza governo Trump a implementar medida que endurece regras para votação por correio

Voto pelo correio: como funciona e por que ele complica o resultado da eleição dos EUA Um juiz dos Estados Unidos validou a ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump que endurece as regras para a votação por correio nesta quinta-feira (28). A decisão foi tomada após o Partido Democrata entrar com uma ação contestando a medida, anunciada no dia 31 de março, argumentando que ela poderia privar milhões de eleitores do direito ao voto e que infringe o direito dos estados de regulamentar as eleições. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O decreto de Trump determina que o governo federal crie uma lista de cidadãos confirmados e elegíveis para votar em cada estado e que os estados preservem os registros relacionados às eleições por cinco anos. Ao rejeitar o pedido dos democratas por uma liminar bloqueando a medida, o juiz distrital Carl Nichols, de Washington, afirmou que o processo é prematuro, porque o governo ainda não produziu nenhuma lista de cidadania com falhas e o Serviço Postal ainda não havia implementado nenhuma nova regra. "Considerando que a ordem executiva não obriga os demandantes a fazerem nada, e que nenhuma agência agiu ainda em conformidade com a ordem de uma forma que possa prejudicar os demandantes, eles não sofreram nenhum dano até o momento", escreveu Nichols, que foi nomeado por Trump durante seu primeiro mandato. O juiz afirmou que os democratas poderiam solicitar uma nova liminar depois que as agências federais tomassem medidas para implementar a ordem executiva. A decisão judicial surge em meio à luta do Partido Republicano, o do presidente, para manter o controle de ambas as casas do Congresso americano nas eleições de meio de mandato, em novembro . A ordem executiva do governo republicano é vista por críticos como uma forma de enfraquecer o eleitorado democrata: como as votações ocorrem em dias de semana nos EUA, muitos eleitores de baixa renda — e tipicamente de oposição aos republicanos de Trump — enfrentam dificuldades para votar presencialmente. Dessa forma, muitos estados permitem que os votos sejam enviados por correspondência. Desde o começo de seu mandato, Trump critica o voto por correspondência. Há anos, ele sustenta, sem provas, que a derrota nas eleições de 2020 foi resultado de fraude eleitoral generalizada. Trump fala com repórteres de dentro do avião Kevin Lamarque/Reuters

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