Justiça italiana adia audiência sobre extradição de Carla Zambelli
Justiça italiana rejeitou argumento de Zambelli sobre 'perseguição' no Brasil A Justiça italiana adiou uma audiência marcada para esta terça-feira (27) para reavaliar o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli. Se a medida for autorizada, ela poderá ser enviada ao Brasil para cumprir a pena pela condenação no caso da perseguição armada contra um homem pelas ruas de São Paulo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A audiência na Corte de Apelação de Roma estava marcada para as 11h30, no horário local (7h30 em Brasília) e iria analisar dúvidas apresentadas pelos juízes sobre as condições carcerárias no Brasil. Entre os pontos levantados pela Corte está a garantia de que Zambelli receberá assistência médica para tratar as doenças que ela alega ter. Em julho, a Justiça italiana anulou a decisão que autorizava a extradição da ex-deputada e determinou que o pedido apresentado pelo Brasil fosse submetido a um novo julgamento, voltando à fase inicial. A Justiça italiana descartou a tese de perseguição política apresentada pela defesa de Zambelli, mas exigiu garantias sobre o tratamento médico que ela receberia no sistema prisional brasileiro. A ex-deputada alega ter fibromialgia e sofrer desmaios. O governo brasileiro apresentou novas informações para responder aos questionamentos da Justiça italiana. A defesa de Zambelli afirmou que espera que a extradição seja negada. Em nota, o advogado Eduardo Maurício afirmou estar confiante no julgamento definitivo do pedido e disse que a recusa à extradição seria a única medida compatível com a legislação e os tratados internacionais. As condenações da ex-deputada A deputada Carla Zambelli (PL-SP) é investigada por contratar um hacker para atacar o Judiciário Wagner Vilas/Enquadrar/Estadão Conteúdo Em agosto do ano passado, o STF condenou Zambelli a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O episódio ocorreu na véspera do segundo turno das eleições de 2022. Na ocasião, a então deputada perseguiu, armada, um homem pelas ruas do bairro Jardins, em São Paulo (SP), após uma discussão política. Em maio, a Corte Suprema de Cassação da Itália rejeitou a extradição de Zambelli em outro caso, a condenação dela a 10 anos de prisão pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A Corte de Cassação afirmou que identificou "diversos elementos" capazes de gerar dúvidas sobre a imparcialidade objetiva do Supremo Tribunal Federal, que condenou Carla Zambelli. Segundo os magistrados, Alexandre de Moraes acumulou diferentes funções ao longo do processo e atuou simultaneamente como integrante do colegiado julgador e como pessoa considerada prejudicada por um dos crimes atribuídos à deputada. Com isso, a ex-deputada, que estava detida desde julho de 2025, acabou sendo solta. VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1

Justiça italiana rejeitou argumento de Zambelli sobre 'perseguição' no Brasil A Justiça italiana adiou uma audiência marcada para esta terça-feira (27) para reavaliar o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli. Se a medida for autorizada, ela poderá ser enviada ao Brasil para cumprir a pena pela condenação no caso da perseguição armada contra um homem pelas ruas de São Paulo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A audiência na Corte de Apelação de Roma estava marcada para as 11h30, no horário local (7h30 em Brasília) e iria analisar dúvidas apresentadas pelos juízes sobre as condições carcerárias no Brasil. Entre os pontos levantados pela Corte está a garantia de que Zambelli receberá assistência médica para tratar as doenças que ela alega ter. Em julho, a Justiça italiana anulou a decisão que autorizava a extradição da ex-deputada e determinou que o pedido apresentado pelo Brasil fosse submetido a um novo julgamento, voltando à fase inicial. A Justiça italiana descartou a tese de perseguição política apresentada pela defesa de Zambelli, mas exigiu garantias sobre o tratamento médico que ela receberia no sistema prisional brasileiro. A ex-deputada alega ter fibromialgia e sofrer desmaios. O governo brasileiro apresentou novas informações para responder aos questionamentos da Justiça italiana. A defesa de Zambelli afirmou que espera que a extradição seja negada. Em nota, o advogado Eduardo Maurício afirmou estar confiante no julgamento definitivo do pedido e disse que a recusa à extradição seria a única medida compatível com a legislação e os tratados internacionais. As condenações da ex-deputada A deputada Carla Zambelli (PL-SP) é investigada por contratar um hacker para atacar o Judiciário Wagner Vilas/Enquadrar/Estadão Conteúdo Em agosto do ano passado, o STF condenou Zambelli a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O episódio ocorreu na véspera do segundo turno das eleições de 2022. Na ocasião, a então deputada perseguiu, armada, um homem pelas ruas do bairro Jardins, em São Paulo (SP), após uma discussão política. Em maio, a Corte Suprema de Cassação da Itália rejeitou a extradição de Zambelli em outro caso, a condenação dela a 10 anos de prisão pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A Corte de Cassação afirmou que identificou "diversos elementos" capazes de gerar dúvidas sobre a imparcialidade objetiva do Supremo Tribunal Federal, que condenou Carla Zambelli. Segundo os magistrados, Alexandre de Moraes acumulou diferentes funções ao longo do processo e atuou simultaneamente como integrante do colegiado julgador e como pessoa considerada prejudicada por um dos crimes atribuídos à deputada. Com isso, a ex-deputada, que estava detida desde julho de 2025, acabou sendo solta. VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1
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