Recuo de geleiras revela cerca de 250 munições da Primeira Guerra em montanhas da Itália
As munições estiveram soterradas pela neve por mais de 100 anos. Italian Army via CNN Newsource O Exército da Itália removeu cerca de 250 munições da Primeira Guerra Mundial que ficaram expostas com o recuo das geleiras na região de Trentino-Alto Ádige, no norte do país, onde ficam as Dolomitas. A campanha de remoção de explosivos do verão terminou no dia 16, segundo comunicado da Brigada Alpina Julia divulgado à imprensa italiana e à emissora americana CNN. Entre os materiais encontrados estão projéteis de artilharia e bombas de morteiro. Segundo a brigada, parte dos artefatos foi localizada por trilheiros e naturalistas que circulavam pela região. O primeiro item identificado neste ano foi um projétil de morteiro de 90 milímetros, encontrado em junho, depois que um carro caiu em um barranco perto de Caldonazzo. Ao retirar o veículo, bombeiros avistaram a munição ao pé de uma árvore. Uma equipe especializada foi acionada para removê-la. El Niño pode provocar mais de 850 mil mortes por calor até março de 2027, estimam cientistas Agora no g1 Especialistas atuaram em diferentes áreas da região O trabalho foi realizado por especialistas do 2º Regimento de Engenharia Alpina, ligado à Brigada Alpina Julia. As operações começaram no início de agosto, segundo a CNN. Na última semana da campanha, em Canal San Bovo, na região de Primiero, os militares neutralizaram 55 artefatos. Eram 18 projéteis de artilharia italianos de 75 milímetros e 37 projéteis de bombarda Thevetot, de fabricação francesa, mas também utilizados pelo Exército italiano durante a guerra. As equipes também realizaram intervenções no Carè Alto e na Vedretta di Lares, no maciço Adamello-Brenta, além de áreas da Val Martello e do Parque Nacional do Stelvio, na província de Bolzano, segundo veículos de imprensa italianos. A Brigada Alpina Julia, do exército italiano, removeu as munições que surgiram após o derretimento do gelo nas Dolomitas. Italian Army via CNN Newsource Derretimento das geleiras expõe explosivos O recuo das geleiras tem revelado munições que permaneceram soterradas no gelo por mais de um século. Segundo a CNN, autoridades locais apontam que o inverno de 2025 teve pouca neve e que o verão de 2026 foi marcado por temperaturas extremas, condições que aceleraram o derretimento na região de Trentino. O Exército italiano afirma que munições das duas guerras mundiais reaparecem todos os anos. No entanto, as operações especializadas de remoção só podem ser realizadas entre o fim do verão e o início do outono, antes da chegada das primeiras nevascas. O que fazer ao encontrar uma munição Uma campanha de segurança orienta trilheiros e moradores das regiões montanhosas a não tocar nem tentar mover objetos suspeitos. A recomendação é comunicar imediatamente o achado às autoridades locais e, se possível, enviar fotografias do objeto para ajudar na identificação. A remoção deve ser feita exclusivamente por equipes especializadas. LEIA TAMBÉM: 'Não há palavras para descrever a dor': a mobilização de um vilarejo para ajudar vítimas de acidente de trem na Espanha

As munições estiveram soterradas pela neve por mais de 100 anos. Italian Army via CNN Newsource O Exército da Itália removeu cerca de 250 munições da Primeira Guerra Mundial que ficaram expostas com o recuo das geleiras na região de Trentino-Alto Ádige, no norte do país, onde ficam as Dolomitas. A campanha de remoção de explosivos do verão terminou no dia 16, segundo comunicado da Brigada Alpina Julia divulgado à imprensa italiana e à emissora americana CNN. Entre os materiais encontrados estão projéteis de artilharia e bombas de morteiro. Segundo a brigada, parte dos artefatos foi localizada por trilheiros e naturalistas que circulavam pela região. O primeiro item identificado neste ano foi um projétil de morteiro de 90 milímetros, encontrado em junho, depois que um carro caiu em um barranco perto de Caldonazzo. Ao retirar o veículo, bombeiros avistaram a munição ao pé de uma árvore. Uma equipe especializada foi acionada para removê-la. El Niño pode provocar mais de 850 mil mortes por calor até março de 2027, estimam cientistas Agora no g1 Especialistas atuaram em diferentes áreas da região O trabalho foi realizado por especialistas do 2º Regimento de Engenharia Alpina, ligado à Brigada Alpina Julia. As operações começaram no início de agosto, segundo a CNN. Na última semana da campanha, em Canal San Bovo, na região de Primiero, os militares neutralizaram 55 artefatos. Eram 18 projéteis de artilharia italianos de 75 milímetros e 37 projéteis de bombarda Thevetot, de fabricação francesa, mas também utilizados pelo Exército italiano durante a guerra. As equipes também realizaram intervenções no Carè Alto e na Vedretta di Lares, no maciço Adamello-Brenta, além de áreas da Val Martello e do Parque Nacional do Stelvio, na província de Bolzano, segundo veículos de imprensa italianos. A Brigada Alpina Julia, do exército italiano, removeu as munições que surgiram após o derretimento do gelo nas Dolomitas. Italian Army via CNN Newsource Derretimento das geleiras expõe explosivos O recuo das geleiras tem revelado munições que permaneceram soterradas no gelo por mais de um século. Segundo a CNN, autoridades locais apontam que o inverno de 2025 teve pouca neve e que o verão de 2026 foi marcado por temperaturas extremas, condições que aceleraram o derretimento na região de Trentino. O Exército italiano afirma que munições das duas guerras mundiais reaparecem todos os anos. No entanto, as operações especializadas de remoção só podem ser realizadas entre o fim do verão e o início do outono, antes da chegada das primeiras nevascas. O que fazer ao encontrar uma munição Uma campanha de segurança orienta trilheiros e moradores das regiões montanhosas a não tocar nem tentar mover objetos suspeitos. A recomendação é comunicar imediatamente o achado às autoridades locais e, se possível, enviar fotografias do objeto para ajudar na identificação. A remoção deve ser feita exclusivamente por equipes especializadas. LEIA TAMBÉM: 'Não há palavras para descrever a dor': a mobilização de um vilarejo para ajudar vítimas de acidente de trem na Espanha
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