Toffoli prorroga por mais 60 dias investigação sobre venda do Banco Master ao BRB
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a prorrogação por mais 60 dias das investigações que apuram possíveis irregularidades na operação de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). A decisão atende a um pedido da Polícia Federal (PF), que solicitou mais tempo para aprofundar as apurações. Segundo Toffoli, os argumentos […] O post Toffoli prorroga por mais 60 dias investigação sobre venda do Banco Master ao BRB apareceu primeiro em Jornal O Mossoroense.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a prorrogação por mais 60 dias das investigações que apuram possíveis irregularidades na operação de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).
A decisão atende a um pedido da Polícia Federal (PF), que solicitou mais tempo para aprofundar as apurações. Segundo Toffoli, os argumentos apresentados justificam a ampliação do prazo.
“Considero que as razões apontadas para a prorrogação, por mais 60 dias, devem ser deferidas”, afirmou o ministro na decisão.
Caso tramita no STF desde dezembro
A investigação chegou ao STF em dezembro do ano passado, quando Toffoli determinou que o processo passasse a tramitar na Suprema Corte. Até então, o caso estava sob responsabilidade da Justiça Federal em Brasília.
De acordo com a Polícia Federal, o Banco Master teria emitido Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com a promessa de rendimentos que poderiam chegar a até 40% acima da taxa básica do mercado. Para os investigadores, os retornos oferecidos eram incompatíveis com a realidade financeira e indicam um possível esquema fraudulento, que pode ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões.
As apurações também apontam indícios de envolvimento de dirigentes do BRB nas operações investigadas. Em março, o Banco de Brasília chegou a firmar um acordo para adquirir o Banco Master, mas a transação foi barrada pelo Banco Central do Brasil.
Prisão e novas operações
O banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como figura central do grupo investigado, chegou a ser preso pela Polícia Federal em novembro. No entanto, ele foi solto poucos dias depois por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
Nesta semana, a PF realizou uma nova operação para aprofundar as investigações sobre supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Segundo os investigadores, o grupo teria explorado de forma sistemática fragilidades do mercado de capitais, utilizando fundos de investimento e relações societárias, familiares ou funcionais para viabilizar o esquema.
Crimes investigados
Para a Polícia Federal, há indícios de que o grupo — formado por Vorcaro, parentes e pessoas ligadas ao Banco Master — possa ter cometido ao menos cinco crimes:
organização criminosa;
gestão fraudulenta de instituição financeira;
indução ou manutenção de investidores em erro;
uso de informação privilegiada e manipulação de mercado;
lavagem de dinheiro.
As investigações identificaram ainda operações com ativos de baixa liquidez e valores artificialmente inflados, além de transações realizadas entre partes relacionadas, sob controle de pessoas com vínculos societários ou familiares com o Banco Master. O esquema, segundo a PF, teria contado com o uso de laranjas e sócios ocultos.
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