Casa Branca forçou renúncia de diretora de serviços de inteligência dos EUA, diz agência
A pré-candidata democrata Tulsi Gabbard. Michael Wyke/AP A Casa Branca forçou a saída de Tulsi Gabbard do cargo de diretora de inteligência dos Estados Unidos, segundo uma fonte ouvida pela agência Reuters nesta sexta-feira (22). No posto, ela coordenava as agências que integram a comunidade de inteligência dos EUA, como a CIA, a NSA e o FBI. Apesar disso, em nota divulgada na rede social X no mesmo dia, Gabbard afirmou que decidiu renunciar após o marido ser diagnosticado com um raro câncer ósseo. "Neste momento, preciso deixar o serviço público para ficar ao lado dele e apoiá-lo integralmente nessa batalha.”, escreveu. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Agora no g1 Ela também agradeceu ao presidente dos EUA, Donald Trump, pela “confiança” e pela oportunidade de liderar o órgão. Trump e Gabbard, no entanto, já haviam demonstrado divergências públicas. Em junho, o presidente afirmou que ela estava errada ao dizer que não havia evidências de que o Irã estivesse desenvolvendo uma arma nuclear. Mesmo assim, Trump comentou na rede social Truth Social a saída de Gabbard dizendo que ela "fez um trabalho incrível e sentirá a sua falta". Ele também disse que ela que deixará o cargo em 30 de junho, e anunciou que o vice-diretor de Inteligência Nacional, Aaron Lukas, assumirá interinamente a função. A Casa Branca ainda não comentou oficialmente o caso. Escolhida por Trump O presidente dos EUA, Donald Trump, escolheu, em novembro de 2024, a ex-congressista democrata Tulsi Gabbard para atuar como diretora de Inteligência Nacional. Gabbard nasceu na Samoa Americana, um território norte-americano no Pacífico Sul, e foi criada no Havaí, estado pelo qual foi eleita deputada, ainda pelo Partido Democrata. Ela também seguiu carreira militar e chegou a servir no Iraque entre 2004 e 2005. Ela se elegeu para o Congresso nacional em 2013 e permaneceu como deputada até 2021, depois de concorrer, sem sucesso, à nomeação para a candidatura à Presidência da República. Após deixar as atividades parlamentares, ela adotou visões mais conservadoras em relação a aborto e direitos de pessoas transgênero. Chamada de possível "cavalo de troia" do Partido Democrata, ela abandonou a sigla e se tornou independente em 2022, tornando-se republicana em 2024. Desde que se abandonou seu antigo partido, Gabbard passou a frequentar programas e eventos conservadores como o Tucker Carlson Show, na Fox News, e o CPAC, conferência que reúne a direita americana. Ela já criticou o envolvimento dos EUA nas guerras recentes, em especial na Ucrânia.

A pré-candidata democrata Tulsi Gabbard. Michael Wyke/AP A Casa Branca forçou a saída de Tulsi Gabbard do cargo de diretora de inteligência dos Estados Unidos, segundo uma fonte ouvida pela agência Reuters nesta sexta-feira (22). No posto, ela coordenava as agências que integram a comunidade de inteligência dos EUA, como a CIA, a NSA e o FBI. Apesar disso, em nota divulgada na rede social X no mesmo dia, Gabbard afirmou que decidiu renunciar após o marido ser diagnosticado com um raro câncer ósseo. "Neste momento, preciso deixar o serviço público para ficar ao lado dele e apoiá-lo integralmente nessa batalha.”, escreveu. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Agora no g1 Ela também agradeceu ao presidente dos EUA, Donald Trump, pela “confiança” e pela oportunidade de liderar o órgão. Trump e Gabbard, no entanto, já haviam demonstrado divergências públicas. Em junho, o presidente afirmou que ela estava errada ao dizer que não havia evidências de que o Irã estivesse desenvolvendo uma arma nuclear. Mesmo assim, Trump comentou na rede social Truth Social a saída de Gabbard dizendo que ela "fez um trabalho incrível e sentirá a sua falta". Ele também disse que ela que deixará o cargo em 30 de junho, e anunciou que o vice-diretor de Inteligência Nacional, Aaron Lukas, assumirá interinamente a função. A Casa Branca ainda não comentou oficialmente o caso. Escolhida por Trump O presidente dos EUA, Donald Trump, escolheu, em novembro de 2024, a ex-congressista democrata Tulsi Gabbard para atuar como diretora de Inteligência Nacional. Gabbard nasceu na Samoa Americana, um território norte-americano no Pacífico Sul, e foi criada no Havaí, estado pelo qual foi eleita deputada, ainda pelo Partido Democrata. Ela também seguiu carreira militar e chegou a servir no Iraque entre 2004 e 2005. Ela se elegeu para o Congresso nacional em 2013 e permaneceu como deputada até 2021, depois de concorrer, sem sucesso, à nomeação para a candidatura à Presidência da República. Após deixar as atividades parlamentares, ela adotou visões mais conservadoras em relação a aborto e direitos de pessoas transgênero. Chamada de possível "cavalo de troia" do Partido Democrata, ela abandonou a sigla e se tornou independente em 2022, tornando-se republicana em 2024. Desde que se abandonou seu antigo partido, Gabbard passou a frequentar programas e eventos conservadores como o Tucker Carlson Show, na Fox News, e o CPAC, conferência que reúne a direita americana. Ela já criticou o envolvimento dos EUA nas guerras recentes, em especial na Ucrânia.
What's Your Reaction?