Família busca leito no Brasil para professor do DF internado em Paris
Em estado grave e precisando de um transplante de dois pulmões, o professor de tênis precisa de um leito de alta complexidade
Há pouco mais de um mês internado no exterior, a família do professor e instrutor de tênis Júlio Cesar tenta trazê-lo de volta ao Brasil. Diagnosticado com uma condição grave, ele precisa de um transplante dos dois pulmões e, para isso, depende da liberação de um leito especializado em solo brasileiro.
De acordo com a esposa, Leilza Aquino, o destino planejado para o tratamento é o Instituto do Coração (InCor), em São Paulo, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Hospitalizado desde o dia 23 de maio, Júlio foi diagnosticado com dermatomiosite, uma doença autoimune rara que causa inflamação na pele e nos músculos.
O quadro exige acompanhamento médico constante e, para que a transferência seja possível, o professor necessita de um leito que disponha de suporte de alta complexidade, incluindo o aparelho de ECMO (Oxigenação por Membrana Extracorpórea), que funciona como um pulmão artificial.
A luta da família é contra o tempo. “Quanto mais tempo ele fica no leito [no exterior], a probabilidade de pegar alguma bactéria é grande”, desabafa Leilza. “A gente está lutando e indo atrás disso para conseguir o máximo de ajuda possível para o Júlio César voltar ao Brasil”, conclui Leilza.
Além da busca pela vaga hospitalar no Brasil, o fator financeiro é um dos maiores obstáculos para a transferência. A conta dos serviços médicos no exterior já atinge a marca de US$ 265 mil (cerca de R$ 1,4 milhão na cotação atual).
O seguro viagem contratado pela família tem um teto de cobertura de US$ 100 mil. Com isso, a diferença de US$ 165 mil (aproximadamente R$ 920 mil) precisa ser arcada inteiramente pelos familiares para que a liberação e o transporte sejam viabilizados.
Viagem do casal
O casal havia viajado para acompanhar um torneio de Roland Garros e celebrar 20 anos de casamento. No segundo dia de viagem, Júlio passou muito mal e precisou ser internado. Após exames, ele foi diagnosticado com dermatomiosite.
Segundo a família, um dos pulmões de Júlio já não funciona adequadamente, enquanto o outro está seriamente comprometido pela doença. Ele precisa de suporte para respirar e tem passado por sessões de hemodiálise.
“Ele passou mal e foi internado. A partir daí descobriram uma doença autoimune. Os anticorpos atacam o próprio corpo dele, atingindo os pulmões”, relatou Leilza. Ela permanece ao lado do marido em Paris, enfrentando a situação sozinha, longe da família e sem dominar o idioma local.
Como ajudar?
Para viabilizar o retorno de “Cesinha”, como é conhecido por amigos e alunos, a família organizou uma campanha de arrecadação solidária. Quem quiser contribuir com qualquer valor para a vaquinha pode enviar uma transferência via Pix.
- Chave Pix (Telefone): 61984302429
- Titular: Leilza Aquino de Araújo
- Banco: Nubank (0260)
- Agência: 0001
- Conta Corrente: 96836465-5
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