Justiça impede promotores de pedirem pena de morte para Luigi Mangione, acusado de matar CEO

Luigi Mangione durante audiência em tribunal de Nova York, em 1º de dezembro de 2025. Steven Hirsch/Pool via REUTERS Promotores federais dos Estados Unidos não poderão pedir a pena de morte contra Luigi Mangione pelo assassinato do CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson. A decisão da Justiça, nesta sexta-feira (30), frustra a tentativa do governo Trump de executá-lo pelo que chamou de “assassinato premeditado e a sangue frio que chocou os EUA”. A juíza distrital Margaret Garnett rejeitou a acusação federal de homicídio por considerá-la tecnicamente falha. No entanto, a juíza manteve as acusações de perseguição, que podem acarretar na pena de prisão perpétua. Mangione, de 27 anos, declarou-se inocente das acusações de homicídio em âmbito federal e estadual. As acusações estaduais também preveem a possibilidade de prisão perpétua. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A seleção do júri no caso federal está marcada para começar em 8 de setembro. O julgamento estadual ainda não foi agendado. Na quarta-feira (28), o gabinete do promotor distrital de Manhattan enviou uma carta ao juiz responsável pelo caso, solicitando que a data do julgamento fosse marcada para 1º de julho. Entenda o caso Brian Thompson, de 50 anos, foi morto em 4 de dezembro de 2024, enquanto caminhava para um hotel no centro de Manhattan para a conferência anual de investidores do UnitedHealth Group. Imagens de câmeras de segurança mostraram um atirador mascarado disparando contra ele pelas costas. A polícia afirma que as palavras “atrasar”, “negar” e “depor” estavam escritas nas munições, imitando uma frase usada para descrever como as seguradoras evitam pagar indenizações. Mangione, um graduado da Ivy League e proveniente de uma família rica de Maryland, foi preso cinco dias depois em um McDonald's em Altoona, Pensilvânia, a cerca de 370 quilômetros (230 milhas) a oeste de Manhattan. Dando seguimento à promessa de campanha de Trump de buscar vigorosamente a pena capital, a Procuradora-Geral Pam Bondi ordenou aos promotores federais de Manhattan, em abril passado, que buscassem a pena de morte contra Mangione. Foi a primeira vez que o Departamento de Justiça tentou implementar a pena de morte durante o segundo mandato do presidente Donald Trump. Ele retornou ao cargo há um ano com a promessa de retomar as execuções federais, que haviam sido suspensas durante o governo de seu antecessor, o presidente Joe Biden. Garnett, nomeada por Biden, proferiu a sentença após uma série de documentos judiciais apresentados pela acusação e pela defesa nos últimos meses. Ela realizou audiências orais sobre o assunto no início deste mês.

Jan 30, 2026 - 15:00
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Justiça impede promotores de pedirem pena de morte para Luigi Mangione, acusado de matar CEO

Luigi Mangione durante audiência em tribunal de Nova York, em 1º de dezembro de 2025. Steven Hirsch/Pool via REUTERS Promotores federais dos Estados Unidos não poderão pedir a pena de morte contra Luigi Mangione pelo assassinato do CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson. A decisão da Justiça, nesta sexta-feira (30), frustra a tentativa do governo Trump de executá-lo pelo que chamou de “assassinato premeditado e a sangue frio que chocou os EUA”. A juíza distrital Margaret Garnett rejeitou a acusação federal de homicídio por considerá-la tecnicamente falha. No entanto, a juíza manteve as acusações de perseguição, que podem acarretar na pena de prisão perpétua. Mangione, de 27 anos, declarou-se inocente das acusações de homicídio em âmbito federal e estadual. As acusações estaduais também preveem a possibilidade de prisão perpétua. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A seleção do júri no caso federal está marcada para começar em 8 de setembro. O julgamento estadual ainda não foi agendado. Na quarta-feira (28), o gabinete do promotor distrital de Manhattan enviou uma carta ao juiz responsável pelo caso, solicitando que a data do julgamento fosse marcada para 1º de julho. Entenda o caso Brian Thompson, de 50 anos, foi morto em 4 de dezembro de 2024, enquanto caminhava para um hotel no centro de Manhattan para a conferência anual de investidores do UnitedHealth Group. Imagens de câmeras de segurança mostraram um atirador mascarado disparando contra ele pelas costas. A polícia afirma que as palavras “atrasar”, “negar” e “depor” estavam escritas nas munições, imitando uma frase usada para descrever como as seguradoras evitam pagar indenizações. Mangione, um graduado da Ivy League e proveniente de uma família rica de Maryland, foi preso cinco dias depois em um McDonald's em Altoona, Pensilvânia, a cerca de 370 quilômetros (230 milhas) a oeste de Manhattan. Dando seguimento à promessa de campanha de Trump de buscar vigorosamente a pena capital, a Procuradora-Geral Pam Bondi ordenou aos promotores federais de Manhattan, em abril passado, que buscassem a pena de morte contra Mangione. Foi a primeira vez que o Departamento de Justiça tentou implementar a pena de morte durante o segundo mandato do presidente Donald Trump. Ele retornou ao cargo há um ano com a promessa de retomar as execuções federais, que haviam sido suspensas durante o governo de seu antecessor, o presidente Joe Biden. Garnett, nomeada por Biden, proferiu a sentença após uma série de documentos judiciais apresentados pela acusação e pela defesa nos últimos meses. Ela realizou audiências orais sobre o assunto no início deste mês.

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