Trump diz que armada que está a caminho do Irã é ainda maior do que a enviada à Venezuela
Guarda Revolucionária do Irã anuncia manobras militares após ameaça de Trump O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (30) que a armada que está a caminho do Irã é ainda maior que a enviada pelos EUA à costa da Venezuela. No entanto, Trump disse também que o governo iraniano está disposto a fazer o acordo nuclear com os EUA que o presidente norte-americano vem pedindo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Protestos ou acordo nuclear? Trump silencia sobre as manifestações em ameaça ao Irã Mais cedo nesta sexta, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian deu uma declaração em tom mais ameno, após dias de escalada de tensão: "O Irã acolhe o diálogo e não busca a guerra". Segundo a mídia estatal iraniana, Pezeshkian conversou com o presidente dos Emirados Árabes Unidos sobre as ameaças que vem sendo feitas por Trump e disse que não deseja um conflito. Porém afirmou que, caso o Irã seja atacado, "responderá imediata e decisivamente a qualquer agressão". Ali Khamenei e Donald Trump Gabinete do Líder Supremo do Irã via AP; AP Photo/Evan Vucci Opções militares Trump está considerando uma ampla gama de opções militares para utilizar contra o Irã e enfraquecer o regime Khamenei, mas ainda não tomou uma decisão, segundo uma reportagem do jornal norte-americano "The New York Times" com base em fontes do governo norte-americano. De acordo com o jornal, o conjunto atual de opções inclui bombardeios e até operações encobertas de militares dos EUA dentro do Irã. Nos últimos dias, Trump também vem ponderando se uma mudança de regime seria uma opção viável, afirmou a reportagem. Entre as opções de ataque militar à disposição de Trump também estão bombardeios a instalações nucleares do Irã —assim como fizeram em junho de 2025— e contra instalações militares e simbólicas do regime iraniano, como o quartel-general da milícia iraniana que seria responsável pelas mortes de manifestantes nas ruas do país. Segundo o "New York Times", entre as opções mais arriscadas estaria o envio secreto de comandos para destruir ou danificar gravemente partes do programa nuclear iraniano que ainda não foram atingidas no bombardeio dos EUA no ano passado. A reportagem afirmou que o Exército dos EUA tem treinamento para missões desse tipo, de alto grau de especialização, para entrar em países e atingir alvos de alto valor —como as instalações nucleares do Irã, por exemplo. Oficiais do governo dos EUA afirmaram à agência de notícias Reuters que outra das opções consideradas por Washington seria realizar ataques direcionados às forças de segurança e líderes do Irã para inspirar novos protestos nas ruas do país e "criar condições para uma mudança de regime". Trump ainda não escolheu entre as opções apresentadas pelo Pentágono e, por isso, não autorizou ação militar contra Irã, afirmaram oficiais do governo dos EUA ao jornal. As opções que estão sendo consideradas vão além das que ele tinha na mesa na primeira quinzena de janeiro, quando os EUA ficaram à beira de atacar o regime iraniano, porém Trump foi convencido a desistir da ação após uma ligação de mediadores e após Teerã ter desistido de realizar execuções de manifestantes. Entenda sinais de ação militar iminente dos EUA no Irã No começo do mês, Trump já havia feito ameaças ao Irã devido ao grande número de mortes causadas pela repressão do governo aos protestos que estão acontecendo no país. Ele chegou a dizer que a ajuda estava "a caminho", mas as tensões enfraqueceram após as autoridades iranianas desistirem das execuções de manifestantes presos que estariam sendo planejadas. Na semana passada, Trump disse que navios de guerra americanos estavam sendo enviados “por precaução” e que acompanhava de perto a situação no país. “Vamos ver o que acontece”, afirmou à época. Segundo ativistas, a repressão sangrenta do Irã contra protestos em todo o país matou pelo menos 6.159 pessoas até o momento. Conheça o USS Abraham Lincoln, porta-aviões dos EUA Gui Sousa/Arte g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1

Guarda Revolucionária do Irã anuncia manobras militares após ameaça de Trump O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (30) que a armada que está a caminho do Irã é ainda maior que a enviada pelos EUA à costa da Venezuela. No entanto, Trump disse também que o governo iraniano está disposto a fazer o acordo nuclear com os EUA que o presidente norte-americano vem pedindo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Protestos ou acordo nuclear? Trump silencia sobre as manifestações em ameaça ao Irã Mais cedo nesta sexta, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian deu uma declaração em tom mais ameno, após dias de escalada de tensão: "O Irã acolhe o diálogo e não busca a guerra". Segundo a mídia estatal iraniana, Pezeshkian conversou com o presidente dos Emirados Árabes Unidos sobre as ameaças que vem sendo feitas por Trump e disse que não deseja um conflito. Porém afirmou que, caso o Irã seja atacado, "responderá imediata e decisivamente a qualquer agressão". Ali Khamenei e Donald Trump Gabinete do Líder Supremo do Irã via AP; AP Photo/Evan Vucci Opções militares Trump está considerando uma ampla gama de opções militares para utilizar contra o Irã e enfraquecer o regime Khamenei, mas ainda não tomou uma decisão, segundo uma reportagem do jornal norte-americano "The New York Times" com base em fontes do governo norte-americano. De acordo com o jornal, o conjunto atual de opções inclui bombardeios e até operações encobertas de militares dos EUA dentro do Irã. Nos últimos dias, Trump também vem ponderando se uma mudança de regime seria uma opção viável, afirmou a reportagem. Entre as opções de ataque militar à disposição de Trump também estão bombardeios a instalações nucleares do Irã —assim como fizeram em junho de 2025— e contra instalações militares e simbólicas do regime iraniano, como o quartel-general da milícia iraniana que seria responsável pelas mortes de manifestantes nas ruas do país. Segundo o "New York Times", entre as opções mais arriscadas estaria o envio secreto de comandos para destruir ou danificar gravemente partes do programa nuclear iraniano que ainda não foram atingidas no bombardeio dos EUA no ano passado. A reportagem afirmou que o Exército dos EUA tem treinamento para missões desse tipo, de alto grau de especialização, para entrar em países e atingir alvos de alto valor —como as instalações nucleares do Irã, por exemplo. Oficiais do governo dos EUA afirmaram à agência de notícias Reuters que outra das opções consideradas por Washington seria realizar ataques direcionados às forças de segurança e líderes do Irã para inspirar novos protestos nas ruas do país e "criar condições para uma mudança de regime". Trump ainda não escolheu entre as opções apresentadas pelo Pentágono e, por isso, não autorizou ação militar contra Irã, afirmaram oficiais do governo dos EUA ao jornal. As opções que estão sendo consideradas vão além das que ele tinha na mesa na primeira quinzena de janeiro, quando os EUA ficaram à beira de atacar o regime iraniano, porém Trump foi convencido a desistir da ação após uma ligação de mediadores e após Teerã ter desistido de realizar execuções de manifestantes. Entenda sinais de ação militar iminente dos EUA no Irã No começo do mês, Trump já havia feito ameaças ao Irã devido ao grande número de mortes causadas pela repressão do governo aos protestos que estão acontecendo no país. Ele chegou a dizer que a ajuda estava "a caminho", mas as tensões enfraqueceram após as autoridades iranianas desistirem das execuções de manifestantes presos que estariam sendo planejadas. Na semana passada, Trump disse que navios de guerra americanos estavam sendo enviados “por precaução” e que acompanhava de perto a situação no país. “Vamos ver o que acontece”, afirmou à época. Segundo ativistas, a repressão sangrenta do Irã contra protestos em todo o país matou pelo menos 6.159 pessoas até o momento. Conheça o USS Abraham Lincoln, porta-aviões dos EUA Gui Sousa/Arte g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1
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